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terça-feira, 12 de março de 2019

Porta misteriosa é encontrada dentro da Grande Esfinge de Gizé

"De acordo com um historiador, há algo escondido debaixo da Grande Esfinge, e uma antiga estela que foi removida de lá no século XIX pode ajudar a resolver esse mistério.

Matt Sibson, historiador e a pessoa que sonoriza os vídeos no canal "Ancient Architects" do YouTube, anunciou uma surpreendente descoberta que pode lançar luz sobre um antigo mistério relacionado a um dos mais famosos monumentos do Antigo Egito — a Grande Esfinge de Gizé.

Segundo explicou Sibson, originalmente havia três estelas localizadas em frente à Esfinge: a Estela dos Sonhos, construída pelo faraó Tutmés entre 1479 a.C. e 1425 a.C., que ainda permanece no local, e mais duas estelas que foram criadas pelo faraó Ramsés, o Grande, mais de dois séculos depois.

Essas duas estelas foram transferidas para o museu do Louvre em Paris no século XIX e "desde então pouco se fala sobre elas".

Depois de encontrar uma imagem de uma das duas estelas perdidas em um livro escrito pelo explorador Howard Vyce em 1837, Sibson fez uma descoberta surpreendente.

"Há uma Esfinge no topo de uma plataforma, com Ramsés, o Grande, ao lado e dando uma oferenda.
A Esfinge está sentada em cima do que parece uma porta. Na Estela dos Sonhos também há uma porta debaixo da Esfinge que a bloqueia", indicou ele ao Daily Star.

Ele também observou que Howard afirma em seu livro que "excavadores encontraram uma entrada sob a Esfinge que poderia ter apontado para uma cavidade debaixo dela", acrescentando, no entanto, que o livro mostra apenas uma das estelas em detalhes.

"O que mostra a outra? Ela precisa ser reanalisada e trazida de novo à vida. Ela poderia lançar mais luz sobre a porta", disse Sibson. "Acho que há algo por baixo, há muitos túneis sob o planalto de Gizé." (Fonte: Sputnik)

domingo, 2 de setembro de 2018

Egito: Arqueólogos encontram oficina de mumificação com 2.500 anos

"Esta oficina de mumificação tem 2.500 anos.

Prevê-se que a descoberta venha a revelar mais pormenores acerca do processo de mumificação egípcia.

Um grupo de arqueólogos descobriu uma oficina de mumificação, com cerca de 2.500 anos, e uma antiga necrópole perto das famosas pirâmides do Egito, anunciou o Ministério das Antiguidades daquele país.

Numa conferência de imprensa, os responsáveis do Ministério disseram que os arqueólogos esperam que a descoberta venha a revelar mais pormenores acerca dos segredos do processo de mumificação, na 26.ª dinastia do antigo Egito.

Os investigadores também encontraram um local onde eram enterrados os mortos.

A descoberta agora divulgada data do período persa, entre 664-404 a.C. (antes de Cristo).

A estação de arqueologia está localizada no cemitério de Saqqara, integrado na necrópole de Memphis, classificada como Património Mundial da organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO)." (Fonte: DN)

Fotos: Reuters

Criado tour virtual para visitar o mausoléu da rainha egípcia Nefertari

"Pronto, você não precisa mais ir para o Egito para visitar a tumba da rainha Nefertari, esposa do faraó Ramsés II.

Na verdade, não é necessário nem mesmo sair de casa.

Nefertari morreu no ano de 1254 a.C., mas os arqueólogos só descobriram sua tumba em 1904. Os detalhes do túmulo fizeram com que ele fosse considerado um dos mais luxuosos do Antigo Egito. E, graças à empresa Experius VR, será possível conhecer os 520 metros quadrados do local através de um tour virtual.

Foram necessários dois meses de trabalho para que o projeto ficasse pronto. A tumba vinha sofrendo um desgate nos últimos anos devido à umidade e presença de fungos e bactérias responsáveis por prejudicar as pinturas. Agora, o tour virtual pode ser uma experiência para garantir a conservação ao mesmo tempo em que permite que um número maior de pessoas conheça a estrutura por dentro.

A experiência está disponível gratuitamente através do óculos de realidade virtual HTC Vive.
Quem não tem o dispositivo pode ao menos ver uma prévia de como é a parte interna da tumba de um vídeo interativo divulgado no Youtube pelo CuriosityStream. Veja aqui ..." (Fonte: Hypeness)



terça-feira, 26 de junho de 2018

Abu Simbel, o templo construído por Ramsés II e que mudou de lugar

«Ramsés II foi um dos grandes faraós do Egito. Durante seu reinado, tentou expandir as fronteiras do império, registrando seus feitos em monumentos e templos que construiu. Segundo o egiptólogo John Ray, “ele é o faraó mais famoso, e não existem dúvidas de que fez com que isso acontecesse”. Os hieróglifos que identificam seu nome equivalem aos que significam “ar quente”, representando bem a imagem que ele pretendia passar ao mundo.

Dos diversos templos que construiu, Abu Simbel é um dos mais famosos e imponentes. Suas paredes registram imagens de batalhas travadas pelo faraó, e as estátuas que existem no local mostram o rosto do próprio Ramsés II no corpo de diferentes deuses, reforçando sua posição de governante enviado pelos deuses.

Abu Simbel é composto por dois templos, construídos dentro de uma montanha. O maior apresenta em sua entrada quatro estátuas de Ramsés II (1303-1213 a.C.), faraó responsável por sua construção, cada uma com 21 metros de altura. A porta de acesso foi construída de tal maneira que, todo ano em 22 de fevereiro e outubro, a luz do sol entra no templo e ilumina totalmente três estátuas sentadas em um banco, uma delas representando o próprio faraó.

Arqueólogos acreditam que essas datas marcam seu aniversário e sua coroação, e nelas milhares de turistas comparecem ao local para presenciar o fenômeno e participar de celebrações. O templo menor parece ter sido construído em homenagem à rainha Nefertari, pois na entrada existem duas estátuas dela e quatro do faraó, cada uma com 10 metros de altura.

A região onde se localiza o templo se chamava Núbia e, apesar de abrigar um grande templo construído pelo faraó, nem sempre mantinha boas relações com ele. Em um livro que escreveu sobre a região, o egiptólogo Zahi Hawass disse que o local era como um termômetro para o Antigo Egito.

A área atualmente pertence ao Egito, mas na época do império alternava entre a independência e a influência do faraó, dependendo da força de seu governo.

A construção de uma usina hidrelétrica faria com que a área original do templo de Abu Simbel fosse inundada pelo Nilo, por isso foi realizado um incrível trabalho de movimentação do monumento. A decisão sobre a criação de um lago artificial aconteceu no início dos anos 1960, para em 1968 todo o templo ser deslocado para uma região que ficava 64 metros acima da original e distante 180 metros, o suficiente para fugir do alagamento.

O esforço para esse trabalho foi imenso, utilizando a força de 3 mil homens e custando na época 42 milhões de dólares. Foram necessários 5 anos até que o templo fosse todo cortado em blocos de 3 a 20 toneladas, com posterior movimentação e recolocação das peças nos lugares exatos. Robert Morkot, arqueólogo especialista no Antigo Egito, disse que “tudo parece como o original, suficiente para alguém duvidar que o tempo foi realmente transferido”.» (Fonte: www.udjat.pt)

quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

A Obsessão de Napoleão: Egito

"Em maio de 1798, o popular e ambicioso general Napoleão Bonaparte, aos 28 anos de idade, arquiteta a conquista do Egito - após suas vitórias militares na Itália nos dois anos anteriores -, onde ele pretendia emular os feitos de seu herói, Alexandre, o Grande, realizando a sua própria conquista do país.

Ele parte para a desconhecida e milenar terra dos faraós, levando consigo mais de 40 mil soldados, 10 mil marinheiros, 400 navios de transporte, 13 de navios de linha, 14 fragatas, 7 mil cavalos, 1.000 peças de artilharia e 167 cientistas, engenheiros, pintores, botânicos, matemáticos e escritores - que ele pretendia usar para explorar e documentar a terra do Nilo, revelando-a ao Ocidente, e reconstruir a cultura e a economia do Egito, difundindo os valores e ideais iluministas no Oriente, unindo campanha militar à expedição acadêmica.

Foi o início de uma grande epopeia - e de uma derrota ainda maior. No fim da campanha, a Armée d'Orient estava dizimada vítima da peste e do malsucedido Cerco de Acre, os navios estavam afundados nas profundezas de uma baía do Mediterrâneo, e Napoleão tinha abandonado seu exército, fugindo na calada da noite, retornando para a França. Menos de três depois de sua fuga do Egito, através do 18 Brumário, ele se tornaria o governante de facto da França, como Primeiro Cônsul.

Atualmente, poucas pessoas sabem sobre a campanha de Napoleão no Egito. Entretanto, apesar de Bonaparte ter perdido a guerra pela França, ele ganhou muito mais para o mundo do que qualquer um poderia ter imaginado. Seus cientistas descobriram o Antigo Egito. Eles registraram, descreveram e revelaram de forma minuciosa todos os aspectos possíveis da vida egípcia - arte, arquitetura, fauna, flora, artesanato, monumentos e etc -.

O resultado mais importante desses esforços de curta duração foi a descoberta da Pedra de Roseta. Este bloco de basalto negro e seus enigmáticos escritos forneceram a chave para a decifração final da escrita hieroglífica egípcia.

Em última análise, foi a ambição e o espírito visionário de Napoleão, através da Campanha do Egito (1798-1801), que deram à luz a Arqueologia e a Egiptologia modernas, que provavelmente são alguns dos maiores legados de Napoleão, ao lado de seu Código Civil." (Fonte: Youtube - Renato Reis II)

... veja o video aqui.

Engenheiro revela segredo do alinhamento das pirâmides do Egito

"A pirâmide de Quéops foi o edifício mais alto do Mundo durante mais de dois mil anos. São 139 metros erguidos ao céu, em homenagem ao Faraó, deus na Terra, e de olhos no infinito onde habitariam os deuses.

Construídas há quase três mil anos, as pirâmides encantam gerações de pessoas desde que foram "descobertas" pelo ocidente, em 1882, com a publicação de um artigo de Flinders Petrie, o primeiro a medir com rigor aquelas estruturas.

Glen Dash, engenheiro eletrotécnico e um apaixonado da egiptologia, diz ter descoberto como os antigos egípcios conseguiram alinhar as pirâmides perfeitamente com os pontos cardeais.

A Pirâmide de Quéops, também conhecida como Grande Pirâmide de Gizé, a que se ergue mais alto num complexo tumular que incluiu ainda a Pirâmide de Quéfren, tem os quatro cantos da base piramidal alinhados com os quatro pontos cardeais: Norte, Sul, Este e Oeste.

Segundo um artigo do egiptólogo amador Glen Dash, publicado na Revista da Arquitetura do Antigo Egito, os antigos egípcios usaram o equinócio de outono para descortinar os pontos cardeais e marcar os cantos da construção.

Dash argumenta que se pode determinar o equinócio de outono contando 91 dias após o solstício de verão. Espetando uma vara no chão, basta seguir a sombra da extremidade da vara durante esse dia específico para obter uma linha perfeitamente enquadrada com o Este e o Oeste, argumentou aquele engenheiro eletrotécnico.

É apenas uma teoria. Não há registo algum a detalhar os métodos usados pelos egípcios para orientar as pirâmides nem foi encontrado qualquer compasso ou aparelho que pudessem ter usado para o fazer. Além disso, há outros métodos para encontrar os pontos cardeais.


Não há, que se saiba, qualquer razão científica para alinhar as pirâmides com os pontos cardeais. Construídas às ordens de semideuses, erguidas para honrar deuses, teriam de almejar a perfeição. A orientação geográfica podia ser, apenas, uma forma de demonstrar a grandeza dos matemáticos que as engendraram. Esse é apenas mais um mistério, entre tantos, que despertam a curiosidade e alimentam a paixão de milhões de pessoas pela grandeza destas obras eternas." (Fonte: JN)

sábado, 3 de fevereiro de 2018

Túmulo com mais de 4 mil anos descoberto no Egito

"Arqueólogos egípcios descobriram o túmulo de uma sacerdotisa do Antigo Império, decorado com murais e pintura bem conservados, ao sul do Cairo. De acordo com o Ministério de Antiguidades, a tumba tem 4.400 anos.

O túmulo foi construído para Hetpet, sacerdotisa da deusa da fertilidade Hathor, divulgou o ministro de Antiguidades, Khaled al Anani, em coletiva de imprensa neste sábado (3). Os arquólogos acreditam que Hetpet era próxima da realeza egípcia da 5ª dinastia.

A descoberta foi realizada em um cemitério próximo às pirâmides de Gizé por uma equipe de arqueólogos egípcios dirigida por Mostafa Waziri, secretário-geral do conselho supremo de Antiguidades.

O cemitério abriga os túmulos de altos oficiais da V dinastia dos faraós (2494-2345 a.C.), alguns dos quais já foram escavados em missões arqueológicas anteriores, disse o ministro.

O estilo arquitetônico das tumbas, suas decorações, seus murais coloridos e sua entrada, que conduz a uma peça em forma de L, são todos próprios desta época. A tumba é feita de tijolos de barro e inclui pinturas em boas condições.

"Hetpet está representada em murais de pintura muito bem conservados, como nos de pesca e caça", segundo o ministro.

Durante a coletiva, ele afirmou que as escavações iriam prosseguir nesta área, com a esperança de que novas descobertas sejam feitas.

Nos últimos anos, o Egito autorizou a realização de vários projetos arqueológicos com a esperança de encontrar novos tesouros em um momento em que o setor turístico - um dos pilares da economia - não consegue decolar devido à instabilidade política e à falta de segurança no país." (Fonte: Euronews)

quinta-feira, 25 de janeiro de 2018

O Mundo Mágico do Antigo Egipto, livro de Christian Jacq

"Para o Antigo Egipto tudo tem vida. Pensar que uma qualquer coisa é inanimada prova que o nosso olhar não se abriu correctamente sobre a realidade. O Homem, como qualquer outra parcela viva, é o resultado de um jogo de forças. Sofrerá passivamente os seus efeitos ou procurará identificá-las? Da resposta a esta pergunta dependerá a qualidade do seu destino.

As forças mágicas parecem-nos hostis na medida em que o nosso grau de conhecimento é insuficiente. O cientista contemporâneo critica de bom grado o ser primitivo que se extasia ou se assusta perante fenómenos naturais que julga sobrenaturais. Mas o próprio cientista, apesar do seu saber, fica escravo de zonas de sombra que por vezes falseiam o raciocínio melhor estabelecido. O que quer dizer que tanto o Homem de hoje como o Homem de ontem se confrontam com o desconhecido, fonte e finalidade da sua existência. Com os mágicos do Antigo Egipto temos, neste domínio, muita coisa a aprender." (Fonte: Wook)

... mais informações sobre o livro na "Área Reservada".

quinta-feira, 4 de janeiro de 2018

A técnica de varredura revela escrita secreta em casos de múmia

"Luz de diferentes frequências pode trazer a escrita que é obscurecida pela pasta e gesso que mantém os casos de múmia juntos.

Pesquisadores em Londres desenvolveram técnicas de varredura que mostram o que está escrito no papiro de que os casos de múmia são feitos. Estas são as caixas decoradas em que o corpo envolto do falecido foi colocado antes de ser colocado em um túmulo. Eles são feitos de pedaços de papiro que foram usados ​​por antigos egípcios para listas de compras ou declarações fiscais. A tecnologia está dando aos historiadores uma nova visão da vida cotidiana no antigo Egito. Os hieróglifos encontrados nas paredes dos túmulos dos faraós mostram como os ricos e poderosos queriam ser retratados. Era a propaganda de seu tempo. A nova técnica dá aos egiptólogos acesso à verdadeira história do antigo Egito, de acordo com o Prof. Adam Gibson, do University College de Londres, que liderou o projeto. “Porque o papeliro de resíduos foi usado para fazer objetos de prestígio, eles foram preservados por 2.000 anos”, disse ele. “E, portanto, essas máscaras constituem uma das melhores bibliotecas que temos de resíduos de papiro que, de outra forma, teriam sido descartados, de modo que inclua informações sobre essas pessoas sobre suas vidas cotidianas” Os restos de papiro têm mais de 2.000 anos. A escrita sobre eles é muitas vezes obscurecida pela pasta e gesso que mantém os casos de múmia juntos. Mas os pesquisadores podem ver o que está embaixo, digitalizando-os com diferentes tipos de luz, o que torna as tintas brilhantes. Um dos primeiros sucessos da nova técnica foi em um caso de múmia mantido em um museu no castelo de Chiddingstone, em Kent. Os pesquisadores descobriram escrever na placa que não era visível a olho nu. A varredura revelou um nome – “Irethorru” – um nome comum no Egito, o David ou Stephen de seu tempo, o que significava: “o olho de Horus é contra meus inimigos”

Até agora, a única maneira de ver o que estava escrito sobre eles era destruir esses objetos preciosos – deixando os egiptólogos com um dilema. Eles os destruem? Ou eles os deixam intactos, deixando as histórias dentro deles incontáveis? Agora, os pesquisadores desenvolveram uma técnica de varredura que deixa os casos intactos, mas permite aos historiadores ler o que está no papiro. De acordo com o Dr. Kathryn Piquette, do University College de Londres, os egiptólogos, como ela, agora têm o melhor dos dois mundos. “Estou realmente horrorizado quando vemos esses objetos preciosos serem destruídos para chegar ao texto. É um crime. Eles são recursos finitos e agora temos uma tecnologia para preservar esses objetos bonitos e também procurar dentro deles para entender a maneira como os egípcios viveram suas provas documentais – e as coisas que escreveram e as coisas que eram importantes para elas “. (Fonte: Jornal de Goiás)

quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

Raio-X de última geração revela segredos de múmia egípcia intocada

«Cientistas de um laboratório nos Estados Unidos estão usando um aparelho de raio-X com tecnologia de ponta para pesquisar dentro de uma múmia egípcia que não havia sido "desvendada" desde a sua escavação, ocorrida um século atrás.

É a primeira vez que um raio-X de sincrotron (acelerador de partículas) de alta intensidade é usado em uma múmia, com o objetivo de produzir uma análise tridimensional extremamente detalhada do corpo e de quaisquer outros objetos escondidos sob as faixas de linho que o envolvem.

Trata-se de uma múmia incomum, já que não apenas o corpo foi preservado, mas também um retrato do rosto.

Pesquisadores acreditam tratar-se dos restos mortais de uma menina de 5 anos de idade, que morreu cerca de 1,9 mil anos atrás.

A múmia é parte de uma coleção que fica no campus da Universidade Northwestern em Chicago.

Esse é um dos cerca de cem "retratos de múmias" intactos de que se tem notícia. Nesses casos, o processo egípcio de mumificação foi acompanhado pelo estilo romano de retratar os mortos.

A pintura fornece uma imagem singularmente próxima à de como a menina parecia, e o programa de digitalização está tentando revelar mais sobre sua vida e morte sem ter de mexer nas camadas de tecido que cobrem o seu corpo.

Marc Walton, professor e pesquisador de ciência dos materiais na Escola McCormick de Engenharia, da Universidade Northwestern, disse à BBC que "é comovente perceber o quão jovem era essa criança quando morreu".

Segundo ele, a investigação feita até agora indica que ela foi relativamente saudável e não sofreu qualquer trauma significativo que pudesse explicar sua morte - a causa mais provável teria sido uma doença como malária ou sarampo.

Luz intensa

A múmia foi escavada em 1911 pelo arqueólogo inglês William Flinders Petrie, em Hawara, no Egito, e levada no ano seguinte para uma universidade em Chicago.

Desde então, tem sido exposta, mas permaneceu intocada, ao contrário de outras múmias. Apenas neste ano os pesquisadores começaram a investigar seu interior, mas sem usando essas técnicas avançadas.

No meio do ano, a múmia foi levada de seu espaço atual - o Garrett-Evangelical Theological Seminary, no campus da Northwestern University - até um hospital em Chicago para uma tomografia computadorizada preliminar.

Na semana passada, foi removida para o Argonne National Laboratory, um centro de pesquisa de ponta operado pela Universidade de Chicago para o Departamento de Energia dos EUA.

A múmia se tornou a primeira a ser examinada usando raio-X de sincrotron. Esse processo envia feixes luminosos de luz intensa para mapear qualquer estrutura abaixo da superfície.

Agora, pesquisadores da área de medicina querem investigar o tecido ósseo e os dentes. A pesquisa está em estágio inicial, mas já há perguntas sobre o que parece ser um objeto deixado dentro do crânio provavelmente após o cérebro ter sido removido como parte da mumificação.

Para Walton, o objeto parece ter sido formado por resina acumulada, que se instalou na parte de trás do crânio durante o processo de embalsamento.

Os pesquisadores esperam que isso ajude a desvendar o posicionamento do corpo e o processo de mumificação utilizado.

Também há sinais da presença de algum tipo de fio metálico ao redor da cabeça e dos pés.

Mas na avaliação do professor, esse material pode não se tratar de algum artefato antigo, mas de pinos inseridos durante ou após a escavação de 1911.

O raio-X de sincrotron vai permitir investigar o interior da múmia de forma muito mais detalhada do que outros métodos.

Segundo o Departamento de Energia dos EUA, os feixes de raio-X "ultrabrilhantes e de alta energia" produzidos no laboratório podem examinar estruturas e materiais em um nível de nanotecnologia "em que a escala é medida em bilionésimo do metro".

'Pinte os olhos mais suaves'

"O que me interessa mais é o osso que existe ali", disse o professor Stuart Stock, da Escola Feinberg de Medicina, da Universidade Northwestern.

"Essa é a múmia de uma criança de 5 anos. Estamos interessados, a partir de uma perspectiva médica, na qualidade dos ossos. Esse osso mudou com o tempo? Podemos começar a construir uma banco de dados sobre como o osso antigo se compara ao moderno."

Ele espera encontrar muito mais do que seria possível com uma tomografia computadorizada convencional.

"Nós queremos saber que materiais estão presentes. Isso nos dará pistas sobre o processo usado para preparar a múmia, e as medidas feitas mais tarde para estabilizá-la."

Os pesquisadores também querem saber mais sobre a menina que está em baixo de todas essas camadas de tecido.

Taco Terpstra, professor de História da universidade, diz que cerca de metade das crianças daquela época não chegava a completar dez anos de idade.

Walton afirmou que o retrato e o "sepultamento relativamente luxuoso" indicam que a menina devia fazer parte da elite de sua aldeia.

Ele é curador de uma exposição no Block Museum, na Universidade Northwestern, dedicada a esses retratos de múmias.

A mostra se chama Paint the Eyes Softer: Mummy Portraits from Roman Egypt("Pinte os olhos mais suaves - Retratos de múmias do Egito romano", em tradução livre.

A frase foi extraída de uma instrução escrita em grego no verso de uma dessas imagens, pedindo ao artista que não carregasse nas tintas ao reproduzir essa parte do rosto do morto retratado.» (Fonte: BBC)

terça-feira, 5 de dezembro de 2017

Encontradas no Egito 27 estátuas da deusa Sekhmet


"Uma coleção de 27 estátuas da deusa egípcia com cabeça de leoa Sekhmet foi encontrada perto dos Colossos de Mémnon, em Luxor (centro), anunciou neste domingo o ministro das Antiguidades.

A descoberta foi feita durante uma escavação realizada por uma missão arqueológica egípcio-europeia, inscrita em um projeto de conservação do templo do rei Amenófis III, um dos faraós mais importantes do Antigo Egito.

As escavações começaram em 7 de novembro e terminaram no final do mês, indicou à AFP Huring Suruzian, que dirige a missão, acrescentando que o estado de conservação das estátuas encontradas é variado.

Segundo Mostafa Waziri, secretário-geral do Conselho Supremo de Antiguidades, algumas estátuas representam a deusa Sekhmet "sentada no trono, segurando o símbolo da vida em sua mão esquerda, ou em pé e segurando um cetro de papiro na frente do peito", indicou o comunicado do ministério.
As efígies são talhadas em granito negro e medem até dois metros, segundo Mostafa Waziri.

Sekhmet, deusa leoa que personificava o calor destruidor do sol, era temida por seus inimigos por seu poder devastador." (Fonte: EM)

terça-feira, 28 de novembro de 2017

“Cabeça de cristal” é encontrada em naufrágio de 2 mil anos no Egito (Moedas do primeiro imperador romano e peça para Osíris também foram encontradas)

“O Ministério de Antiguidades do Egito anunciou recentemente uma descoberta inusitada no litoral do país: uma escultura de cabeça em cristal de rocha de mais de 2 mil anos que representaria o general romano Marco Antônio. O artefato estava junto aos restos de três barcos romanos e uma nave votiva egípcia dedicada ao deus Osíris no fundo da Baía de Abu Qir, no delta do Rio Nilo, a cerca de 30 quilômetros a Nordeste de Alexandria. No mesmo local, em 2000. o arqueólogo francês Franck Goddio encontrou submersas as ruínas da antiga cidade portuária de Heracleion.

Apelidada de “Atlântida do Egito”, Heracleion — também conhecida pelo nome egípcio Thonis — foi fundada pelos gregos entre os séculos XII e VIII a.C. e funcionou durante centenas de anos como o principal porto de entrada e saída do país até a fundação por Alexandre, O Grande, em 331 a.C., da vizinha Alexandria. Mesmo assim, continuou muito movimentada até que alterações na foz do Nilo, conjugadas com o que se acredita ter sido uma série de desastres naturais, entre elas epidemias e fomes, acabaram por fazê-la desaparecer sob as águas do Mediterrâneo por volta do século VIII d.C..

A existência de Heracleion-Thonis tornou-se então quase que uma lenda, restrita a relatos como os do historiador grego do século V a.C. Heródoto sobre um grande templo construído onde o herói grego Héracles — popularmente conhecido pelo nome em latim Hércules, e a quem em homenagem foi batizada — teria pisado pela primeira vez no Egito, ou raras inscrições em terra firme, até ter sido encontrada por Goddio a cerca de 6,5 quilômetros do que é hoje o litoral do país. Assim, de lá para cá, a região se tornou um dos mais ricos sítios arqueológicos submersos do planeta, com descobertas ligadas a várias culturas mediterrâneas, destaca Antonio Brancaglion, professor e pesquisador do Museu Nacional, no Rio, onde também é curador da coleção egípcia.

— Heracleion era uma cidade muito cosmopolita e por isso temos achados arqueológicos lá de várias culturas do Mediterrâneo — conta. — Isso porque, mesmo depois da fundação de Alexandria, ela se manteve muito ativa, ajudando a levar o Egito, uma grande fonte de riqueza nesta época para gregos, e depois romanos, para o resto do Mediterrâneo.

Segundo Brancaglion, embora esculturas em cristal de pedra não sejam incomuns para a época, o que faz com que o busto encontrado também não seja exatamente raro, o fato dele estar praticamente inteiro é um tanto inesperado.

— O cristal de rocha não é dos materiais mais frequentes para esculturas, pois é muito frágil e difícil de ser trabalhado, o que também não permite uma conservação muito boa — destaca. — Assim, embora este tipo de escultura não seja algo desconhecido entre os egípcios e outros habitantes da região na época, sua descoberta é de certa forma até surpreendente.

Além da “cabeça de cristal”, os arqueólogos acharam na área três moedas de ouro com a efígie de Augusto, primeiro imperador romano. Nascido Caio Otávio, ele era sobrinho-neto de Júlio César, que o tomou como filho adotivo indicou como herdeiro. Ao lado de Marco Antônio e Marco Emílio Lépido, ele integrou o Segundo Triunvirato, que derrotou os assassinos de Júlio César, morto em 44 a.C.. Após a vitória, Marco Antônio foi para o Egito se juntar à amante, e governante do país, Cleópatra. Lá, entrou numa guerra pelo poder com Caio Otávio. Derrotado e encurralado, Marco Antônio cometeu suicídio em 30 a.C., segundo a lenda acreditando que Cleópatra também havia se matado, o que ela de fato teria feito pouco depois.” (Fonte: O Globo)

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quinta-feira, 16 de novembro de 2017

Arqueólogos russos encontraram nova múmia e sarcófago no Egito

"Os arqueólogos russos do Instituto de Estudos Orientais da Academia de Ciências da Rússia e seus homólogos egípcios, encontraram no mosteiro de Deir el-Banat, no oásis de Fayoum, uma múmia e sarcófago do Antigo Egito, sepultados durante a era greco-romana, informou o Ministério de Antiguidades do Egito.

«A múmia está bem conservada e sua mortalha de linho não foi danificada. Seu rosto foi coberto com uma máscara de papiros, coberta com tinta dourada e azul que retrata o deus do céu, Khepri, e o peito decorado com a imagem da deusa Ísis», afirmou Mustafa Maseri, chefe do Ministério de Antiguidades.

A missão arqueológica russa realiza escavações em várias regiões do Egito: na antiga capital Mênfis, em Alexandria e no sul do país, perto da cidade de Luxor. Entretanto, as escavações na região pouco explorada ao sul de Cairo, Fayoum, foram as mais bem-sucedidas.

Desde a antiguidade, essa região foi considerada um celeiro não apenas para o Antigo Egito, mas também para Roma e Grécia Antiga, porque permitia colher duas safras por ano. Os faraós da XII dinastia egípcia até mesmo transferiram a capital perto desse oásis, quando o resto do território do Egito sofria de seca. O lago de água potável Karun, localizado no oásis, permitiu criar o sistema de irrigação.

Há sete anos, os arqueólogos russos fazem escavações na necrópole antiga, onde foi construído o mosteiro de Deir el-Banat.

A nova descoberta dos arqueólogos russos e egípcios foi de uma múmia bem preservada, encontrada dentro de um sarcófago muito danificado. Segundo os cientistas, eles fizeram uma restauração inicial da múmia para não danificá-la durante seu transporte ao Fayoum, onde será estudada cuidadosamente.

O estudo mais aprofundado da múmia ajudará os cientistas a estabelecer quando ela foi sepultada e revelar outros mistérios da vida e sepultamento do Antigo Egito." (Fonte: Sputnik Brasil)

Fotos: CC BY 2.0/ Paul Hudson/Mummy e MINISTRY OF ANTIQUITIES OF EGYPT.


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sábado, 4 de novembro de 2017

Investigadores descobrem misterioso “vazio” dentro da Grande Pirâmide do Egito (DN)


“Método inovador de recolha de imagem permitiu descobrir "cavidade" dentro da Grande Pirâmide de Gizé. Cientistas não conseguem, para já, determinar utilidade do espaço
Cientistas que utilizaram um método de captura de imagem baseado em raios cósmicos detetaram uma gigantesca e enigmática estrutura na última das sete maravilhas do mundo antigo que ainda se encontra hoje intacta, a Grande Pirâmide de Gizé, nos arredores do Cairo.

Os investigadores anunciaram a descoberta esta quinta-feira, mas dizem ainda não saber qual o propósito, o que contém ou as dimensões do espaço que estão a chamar de "vazio" ou "cavidade" dentro da pirâmide, construída como um túmulo monumental cerca de 2560 anos antes de Cristo.
Para ter acesso ao interior da pirâmide, os cientistas recorreram à tomografia de muões, que é capaz de seguir as partículas que bombardeiam a terra quase à velocidade da luz e penetram de forma profunda nos objetos sólidos.

Garantem que a estrutura interna agora descoberta tem pelo menos 30 metros de comprimento e está localizada acima de uma entrada que mede cerca de 47 metros, chamada de Grande Galeria, e que é uma de várias passagens e câmaras dentro da imensa pirâmide. Os investigadores asseguram que esta constitui a primeira grande estrutura interior descoberta na Grande Pirâmide desde o século XIX.

"Aquilo de que temos certeza é de que este grande vazio existe, é impressionante, e que não era perspetivado por nenhum tipo de teoria de que eu tenha conhecimento", disse Mehdi Tayoubi, o presidente e cofundador do instituto HIP, em França, um dos líderes do estudo publicado agora na revista Nature. "Abrimos a questão aos egiptólogos e arqueólogos: o que poderá ser?", acrescentou Hany Helal, da Universidade do Cairo.

A Grande Pirâmide, tal como outras construções semelhantes, é notável pela beleza simples e grandeza colossal. Monumento emblemático de uma das grandes civilizações da antiguidade, tem uma altura de 146 metros - era a mais alta estrutura construída pelo Homem até à Torre Eiffel, em Paris, em 1889 - e a base mede 230 metros.

Foi construída durante o reinado do Faraó Quéops, ou Khufu, em egípcio.

A descoberta agora divulgada resulta de um projeto chamado "Scan Pyramids", que recorre a tecnologia não invasiva de captura de imagem para averiguar a estrutura interna das pirâmides do Antigo Egito e procura compreender como foram construídas.

"Não estamos nesta missão para encontrar cavidades escondidas", disse Helal.

Os muões são partículas que resultam da interação entre os raios cósmicos do espaço e os átomos da atmosfera terrestre, e conseguem penetrar centenas de metros dentro de pedra antes de serem absorvidos. Colocando detetores dentro de uma pirâmide, é possível determinar espaços vazios dentro daquela uma estrutura sólida.” (Fonte: DN)

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sexta-feira, 13 de outubro de 2017

Corpus Hermeticum, de Hermes Trismegisto

"Corpus Hermeticum (também chamado de Hermetica) é o conjunto de textos escrito entre 100 e 300 d.C. na então província romana do Egito. É o resultado de um complexo sincretismo religioso, de múltiplas influências (inclusive egípcias). Ocorreu no período da Pax Romana (Paz Romana), que colocou o Egito em contato com o restante do Império Romano. Escrito na primeira pessoa por Thoth ou Hermes Trismegisto, contando as coisas que lhe revelou seu contato com o nous, espécie de divindade absoluta. Durante os séculos seguintes, atribuiu-se erroneamente a esses textos uma exagerada antiguidade, situando-o na época das grandes pirâmides. Tal atributo lhe valeu uma leitura reverente e atenta que teve importante influência na ciência do Renascimento, quando quase tudo o que fora escrito na Antiguidade era lido como revelação fundamental." (Fonte: Wikipédia)

... mais informações sobre este livro na Área Reservada.

Descobertos milhares de fragmentos de uma estátua de um faraó egípcio

"Quase dois mil fragmentos de uma estátua gigante de um faraó egípcio foram descobertos no início do ano num bairro do Cairo. Os investigadores acreditam tratar-se de um colosso de Psamtik I.

Quem chega aos arredores da cidade do Cairo não imagina que no local começaram a surgir milhares de fragmentos de um colosso do faraó Psamtik I que desde o início do ano tem emergido da lama no bairro de Matariya. A equipa de investigadores alemães e egípcios já recolheu e identificou 1920 peças.

Três dedos e partes da saia real são alguns dos pormenores recolhidos do monarca (que viveu entre 664 e 610 a.C). Durante o seu reinado, o Egipto deixou de estar sujeito ao império assírio e recuperou alguns dos seus laços estrangeiros.

As duas primeiras peças foram recuperadas em Suq al Khamis no início do ano, a três metros de profundidade e no meio das ruínas de Heliópolis, a capital dedicada ao deus do Sol, Ra, e um dos mais importantes locais de culto do Antigo Egipto.

Até agora, os fragmentos foram retirados com muito esforço e até com a intervenção do exército egípcio. Um torso do colosso foi recuperado em toda a sua envergadura (8 metros).

Estudos preliminares sugerem que cerca de 2000 peças serão encontradas na próxima época arqueológica. A equipa composta por especialistas egípcios e alemães das universidades de Leipzig e Mainz permitiu chegar a algumas conclusões sobre o aspeto físico do faraó. Uma placa com o seu nome permitiu identificá-lo, após dúvidas de que poderia ser Ramsés II." (Fonte: Observador)

quarta-feira, 11 de outubro de 2017

Hermes Trimegisto: A sete Leis universais (Caibalion)

"A Nova Acrópole apresenta esta serie com a leitura comentada feita pela professora Lúcia Helena Galvão Maya, de cada um dos 15 capítulos do livro "O CAIBALION" - texto que se propõe a explicar as 7 leis universais enunciadas pelo sábio egípcio HERMES TRISMEGISTO, em tempos imemoriais." (Fonte: Nova Acrópole - Brasil)

... veja aqui os 15 videos.

terça-feira, 19 de setembro de 2017

Arqueólogos egípcios encontram túmulo do rei Amenemhat

"Amenemhat era ourives de Amon, um importante deus da mitologia egípcia, e viveu na 18ª dinastia faraônica

Luxor (Egito) – A vida no vale do Nilo há mais de 3.500 anos revelou alguns dos seus segredos com a descoberta, por parte de uma missão arqueológica egípcia, do túmulo de Amenemhat, ourives de Amon que viveu na 18ª dinastia faraônica e cujo sepulcro escondia peças de um dos templos desse deus.

Em uma entrevista coletiva realizada em frente ao túmulo na necrópole de Dra’ Abu el-Naga’, na margem ocidental do rio Nilo, em Luxor, o ministro de Antiguidades do Egito, Khaled Al-Anani, anunciou a “importante descoberta científica”.

Amenemhat era o encarregado do trabalho de ourivesaria dedicada a este importante deus da mitologia egípcia.

Em frente ao túmulo, esculpido na rocha, foi localizado um fosso, onde a missão arqueológica encontrou a múmia de uma mulher e dois irmãos da época do Reino Médio (2050 a.C.-1750 a.C.), e que estão sendo estudadas.

No interior do mausoléu, a danificada e restaurada escultura do ourives Amenemhat, sentado junto à sua mulher e com um de seus filhos entre suas pernas, observa impassível os visitantes que entram em sua última morada.

A estátua, que ainda conserva restos de pintura nos rostos dos que ordenaram a construção do mausoléu para seu eterno descanso, foi encontrada destruída antes de ser restaurada pela missão egípcia, que é composta por 66 membros.

Ahmed el Tayeb, um arqueólogo da missão que trabalha no túmulo há seis meses, contou à Agência Efe que o panteão da família do ourives foi reutilizado após o reino de Amenenmhat por pessoas da dinastia XX e XXI, que deixaram cinco múmias e três sarcófagos que ainda mantêm suas cores originais.

Sem tirar as luvas com as quais trabalha na restauração de um destes sarcófagos, Tayeb explicou que, nas citadas dinastias, os antigos egípcios costumavam usar cada ataúde como um túmulo separado, por isso cada um deles está decorado com desenhos e escritos rituais que falam sobre a morte.

Segundo o arqueólogo, na necrópole de Dra’ Abu el-Naga’ há pelo menos 350 túmulos de funcionários de alto escalão do antigo Egito.

Assim como em outros mausoléus da região, no túmulo do ourives foram encontrados óstracos (conchas de cerâmica), com detalhes sobre a vida naquela época, o que permite conhecer o dia a dia dos antigos egípcios.

Alguns dos itens achados – como joias de ouro, estatuetas, cones funerários e vasos de cerâmica, além de algumas partes dos sarcófagos da tumba descoberta – podem ser observados em uma vitrine colocada pela equipe arqueológica na entrada.

Nos cones funerários estão escritos nomes de faraós, cujos túmulos, segundo o diretor de Antiguidades de Luxor e o chefe da missão, Mustafa Waziri, ainda não foram descobertos.

Roro, Benti e Mati são alguns dos nomes reais encontrados pela expedição de Waziri, que explica esta descoberta: “É um grande incentivo para que continuamos com as escavações aqui e, se deus quiser, vamos encontrar mais túmulos”.

Para Waziri, a importância da descoberta deste túmulo se dá pelo fato de ser a segunda vez que uma missão composta unicamente por egípcios consegue tal feito, após o mausoléu de um prefeito da antiga Luxor, enterrado na mesma região, ter sido revelado em abril." (Fonte: Exame)

Foto: Mohamed Abd El Ghany/Reuters

sábado, 29 de julho de 2017

Terá sido encontrado o túmulo da mulher de Tutancámon?

“A sepultura de Ankhesenamon nunca foi encontrada mas os arqueólogos acreditam que os seus restos mortais têm de estar no Vale dos Reis, junto aos dos seus dois maridos, Tutancámon e Ay.

O túmulo da mulher daquele que ainda hoje é o mais famoso faraó do Egito poderá ter sido encontrado no Vale dos Reis, em Luxor. O arqueólogo egípcio Zahi Hawass encontrou as jazidas de fundação de um túmulo desconhecido, onde poderão repousar os restos mortais de Ankhesenamon, mulher e meia-irmã de Tutancámon, mas deixa o aviso de que ainda é cedo para ter a certeza.

"Temos a certeza de que há um túmulo escondido naquela área, porque encontrei quatro jazidas de fundações", disse Zahi Hawass ao site noticioso Live Science. Segundo explicou o arqueólogo, estas jazidas eram "buracos escavados no chão que eram enchidos de objetos votivos, tais como recipientes de cerâmica, comida e outros utensílios, como sinal de que estava a iniciar-se a construção de um túmulo".

"Temos a certeza de está ali um túmulo", voltou a repetir Zahi Hawass, "mas não temos a certeza de quem é", alertou. Segundo o arqueólogo, o rastreio por radar já detetou uma subestrutura que pode ser a entrada de um túmulo. Agora, é preciso esperar pelo início das escavações, que serão dirigidas por Zahi Hawass.

Os historiadores acreditam que Ankhesenamon se casou com Tutancámon quando este se tornou rei, aos 9 anos. Na sequência da sua morte, aos 18 anos, crê-se que Ankhesenamon terá casado com o seu sucessor, Ay, que segundo algumas especulações poderá ter sido seu avô.

Tanto o túmulo de Tutancámon como o de Ay já foram encontrados no Vale dos Reis, onde eram sepultados os membros da realeza egípcia. Agora suspeita-se que o túmulo de Ankhesenamon possa estar perto do de Ay, o seu segundo marido” (Fonte: dn.pt)

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terça-feira, 25 de julho de 2017

As práticas médicas do Egito Antigo que são usadas até hoje



"A medicina no Egito Antigo estava inevitavelmente misturada com a magia. Na época, não havia uma linha clara que demarcasse os limites entre a ciência e a religião.

Com frequência, acreditava-se que as doenças haviam sido enviadas pelos deuses como uma espécie de castigo ou que eram espíritos maus que estavam no corpo da pessoa e tinham de ser expulsos por meio de rituais, feitiços e amuletos.

Mas tudo isso era conjugado com uma medicina bastante prática - e alguns dos métodos utilizados na época sobreviveram ao passar do tempo.
  • A superpotência africana que chegou a conquistar o Egito, mas foi esquecida pela história
  • Por que a China não quer que suas grandes empresas invistam no exterior
Ainda que suspeite-se que muito conhecimento tenha se perdido com infortúnios como o desaparecimento da Biblioteca Real de Alexandria, sabe-se que a rica cultura egípcia, que floresceu por mais de 3 mil anos antes de Cristo, era muito avançada.

Ainda assim, não deixa de ser surpreendente o que sabiam no campo da Medicina, como por exemplo:
Cirurgia
(Mumificação permitiu aos egípcios antigos conhecerem a anatomia humana – Foto Getty Images)

Os egípcios antigos aprenderam muito sobre a anatomia humana graças à tradição de mumificação.

Ao preparar os mortos para sua viagem rumo ao além, podiam analisar as partes do corpo e associá-las com as doenças que a pessoa havia contraído em vida.

Isso permitiu que entendessem o suficiente do assunto para fazer cirurgias, sinais das quais podem ser encontrados nas múmias, desde a perfuração de crânios até a remoção de tumores.
Tratamentos dentários
(Hesire, um alto funcionário do rei Zoser, era o chefe de dentistas e médicos em 2700 a.C. – Foto Getty Images)

Por mais que se esforçassem em limpar e moer bem os grãos para fazer farinha, restavam pequenos pedaços de pedras na comida, assim como um pouco de areia do deserto. Isso desgastava os dentes e podia levar ao surgimento de buracos e infecções.

No Papiro Ebers, um dos tratados médicos mais antigos conhecidos, há várias receitas de preenchimentos e bálsamos. Uma delas descreve como tratar um "dente que coça até a abertura da pele": uma parte de cominho, outra de resina de incenso e uma de fruta.

Algumas receitas incluíam mel, que é antiséptico. Em outros casos, simplesmente tapavam os buracos com linho.
Próteses
(Próteses eram úteis tanto para os vivos quanto para os mortos – Foto Getty Images)

Os egípcios antigos precisavam de próteses tanto para os vivos quanto para os mortos - e talvez fossem até mais importantes para os mortos. Acreditava-se que, para enviar o corpo para o além, este deveria estar inteiro, daí a importância da mumificação e de completar o que faltasse antes da viagem final.

Mas também serviam para as pessoas vivas. A prótese de dedo na foto acima foi usada por uma mulher e é a mais antiga conhecida.
Circuncisão
(Aparentemente, a circuncisão era feita quando o medido entrava na idade do 'uso da razão' «entre 8 e 11 anos» – Foto Getty Images)

A circuncisão é praticada ao longo da história por várias sociedades por razões médicas e/ou religiosas. No Egito Antigo, era bastante comum, tanto que o pênis não circuncisado era visto como algo curioso.

Há escritos descrevendo a fascinação dos soldados egípcios com os pênis dos povos líbios que haviam conquistado. Eles contam, com frequência, que essas pessoas eram levadas para casa pelos egípcios para que seus conhecidos pudessem ver suas partes íntimas.
Sistema médico controlado pelo governo
(Manuais médicos registravam doenças e tratamentos – Foto Getty Images)

O acesso ao cuidado médico era controlado de perto pelo governo no Egito Antigo. Havia institutos que treinavam os médicos, que eram educados segundo um currículo específico. Esses locais também recebiam pacientes e os tratavam.

Havia manuais médicos, como o já mencionado Papiro Ebers, no quais eram registrados doenças e tratamentos. Além disso, há descrições de acampamentos médicos instalados próximos de canteiros de obras para atender os operários que sofriam acidentes.

Ainda há indícios de que, se o acidente ocorria no trabalho e a pessoa não podia trabalhar por causa disso, o operário recebia um pagamento durante o período de enfermidade." (Fonte: BBC.com)

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