sexta-feira, 6 de abril de 2018

Cronologia Maçónica – 3.ª Parte (até ao ano 1500 (e.v.))

Ano 1020

- O documento Liber Honorantiae Cruitatis Papiro, descoberto em Pavia, antiga capital da Lombardia, enumera as obrigações a que estão sujeitos os grêmios.

Ano 1268

- Etienne Boileau, preboste do Rei da Franca, manda redigir o Livro dos Ofícios, codificação dos estatutos das confrarias parisienses.

Ano 1272

- Um Bispo de York de nome Giffard haveria sido G\ M\ da Corporação de Construtores que construía a Abadia de Westminster. (Fonte: Histoire du Grand-Orient de France, de A. G. Jouaust).

Ano 1277

- O Papa Nicolas III concede aos Magistri Comacini a exclusividade para construir templos na cristandade, pelo que estes construtores receberam o nome de francmaçons e, por desempenhar tão nobre missão, ficaram desobrigados do pagamento de impostos e servidão. Não existem documentos do fato.

Ano 1292

- Um documento usa a palavra Loja para designar a oficina de pedreiros (Fonte : Os origens religiosos e corporativos da maçonaria, de P. N.)

Ano 1320

- Foi pago a um homem para que limpasse a Loja do Capítulo de Santo Estevão, Westminster. (Fonte : Bernard B. Jones, Quator Coronati).

Ano 1321

Foram gastos 2 xelins e 6 pences para reparar o empalhado do teto da Loja Caernarbom Castle (Fonte : Bernard B, Jones, Quator Coronati).

Ano 1326

Abr 18 - O Concílio de Avignon em seu Cânon XXXVII condena as Corporações de construtores, dizendo que os seus membros se reúnem uma vez por ano, obrigando-se por juramento à caridade e assistência mútuas, usam o mesmo traje e têm sinais característicos de reconhecimento. (Fonte : Nicola Aslan em História Geral da Maçonaria).

- Os pedreiros que construíram a Catedral de York, comiam no interior de suas Lojas. (Fonte : Bernard B. Jones, Quator Coronati)

- É construído o Westminster Hall pelos "citiens et masons de Londres".
Ano 1334

- O Papa Bento XII ratifica a exclusividade dos Magistri Comacini de construir Igrejas e castelos, concedida em 1277 pelo Papa Nicolas III.
Ano 1350

- Num estatuto redigido em francês é mencionado o "mestre mason de frenche pêre" que é o
equivalente anglo-francês aproximado de 2 expressões latinas: Scultptores lapidum liberarum (Londres 1212) e Magister lathomus liberarum petrarum (Oxford 1391). Esta expressão seria equivalente em português a um "mestre talhador de pedra franco". O significado prende-se mais ao material trabalhado do que propriamente ao homem que trabalha.

- Em uma Ata do Parlamento inglês, no reinado de Eduardo III, aparece o nome de Free-mason que trabalha a pedra de ornamentação, para diferenciá-lo do Roughstone mason, o pedreiro grosso. Era uma ordenança que estabelecia um salário máximo e outras disposições.

Ano 1354

- Na Carta de Edward III, rei da Inglaterra, permite-se que as Companhias de Francmasons elejam anualmente seus Vigilantes.

Ano 1356

- Henry Yevele e mais 11 pedreiros livres foram até o Prefeito de Londres levando o esboço de um Estatuto para a formação de uma sociedade fechada de pedreiros. Este Estatuto foi aprovado e a sociedade formada.

Ano 1370

- Foi proibida uma Loja de maçons do Castelo de Westminster (Fonte : Bernard B. Jones, Quator Coronati).

Ano 1376

Agosto 3 - A primeira menção da palavra "free-mason" aparece no livro da cidade de Londres para identificar aos maçons da Fraternidade de Londres.

Ano 1377

- Numa lista da Companhia de Francmaçons está o juramento dos Vigilantes de Oficio que começa assim : "Ye shall swere ye shall wele and truly oversee the craft of …………. Where of ye be chosen Wardens of the year".

- William Humberyle, designado como Magister Opirir e freemaster mason é contratado pelo Merlon College de Oxford.

Ano 1378

- Nasce Christian Rosenkreutz, fundador da Ordem Rosacruz.

Ano 1390

- O Manuscrito de Halliwell ou Poema Regius (James Orchard Halliwell, antiquário inglês que não era maçom, descobriu o documento na Biblioteca Regia do Museu Britânico e foi publicado no Freemason Magazine em Junho de 1815) teria sido escrito na segunda metade do século XIV, conforme opinião de seu descobridor. A data deve ser entre 1425 a 1427 porque não poderia ter sido preparado antes da lei de 1427 e nem depois da lei de 1444/1445. David Casley, especialista na matéria, estima que o escrito é de 1390. O historiador maçônico alemão, irmão Wilhem Begemann (1843-1913) indica Worcester como o lugar de origem do manuscrito.

O Manuscrito, conservado atualmente no Museu Britânico, foi, em um tempo, propriedade de Charles Theyer, colecionista do século XVII, quem o doou para a família real, e em 1757, George II doou-lo simbolicamente para o povo inglês, ficando na Biblioteca Regia. Sua importância como documento foi descoberto pelo mencionado J. O. Halliwell, mais tarde, Halliwell Phillips que presenteou-o a Sociedade de Antiquários de Londres em 18 de Abril de 1839. O nome de Manuscrito Régio foi sugerido por Gould para assinalar a investidura de seus anteriores proprietários e doadores.

Este documento contém 794 versos em inglês antigo; apresenta a antiga tradição da Corporação, os 15 artigos da lei com 15 pontos de ampliação, as novas Ordenanças de Geometria e a Lenda dos 4 Coroados. A Maçonaria e conhecida nelecomo Geometria. O Poema Régio não faz menção ao Templo de Salomão e nem a Hiram Abif. Destaca a dois personagens:

Euclides, o geometra grego alexandrino do século III ac e a Noé bíblico. (Note-se a similitude com a Constituição de Anderson). Relata que o grêmio estabeleceu-se em York em 926 sob o patrocínio do Príncipe Edwin, irmão, médio irmão ou sobrinho do rei Atelsthan.

Ano 1396

- Num contrato em latim fala-se do emprego de "24 lathomos vocatos freemaceons" que demonstra que o termo era conhecido no inglês técnico sem equivalente no latim.

Ano 1410

- O Manuscrito de Cooke é descoberto por Matthew J. Cooke e divulgado por ele em forma impressa em 1861. Está escrito em prosa (930 linhas) com 19 artigos sobre a historia da Geometria e a Arquitetura; seguem os deveres, uma parte histórica, artigos que regulamentam o trabalho e a sua organização, que haveriam sido promulgados na época do rei Athelstan; 9 conselhos de ordem moral e religioso e 4 regras relativas a vida social dos maçons. Neste Manuscrito aparece pela primeira vez o termo "especulativo" falando do filho (irmão, médio irmão ou sobrinho) do rei Athelstan. O Manuscrito não menciona a Hiram Abif, unicamente fala que na construção do Templo de Salomão o "filho do rei de Tiro foi seu Mestre", que alguns interpretam como sendo a primeira alusão maçônica a Hiram Abif. O historiador Wilhem Begemann indica Gloucester como o local de origem do Manuscrito. Outras datas da origem são 1430 ou 1440 conforme "Os origens religiosos e corporativos da Francmaconaria".

Ano 1436

- Na Biblioteca Bodleian, creditada como a Biblioteca em atividade mais antiga do mundo (Oxford, Inglaterra) existe um manuscrito, supostamente escrito pelo rei Henrique VI (1421-1471) e copiado fielmente por John Leyland sobre "Perguntas e respostas referentes ao mistério da maçonaria". Fala do cálculo aplicado a construção de edifícios, manifesta que a Ordem teve seu início em Oriente e que foi trazida ao Ocidente pelos fenícios; chegou a Inglaterra da França onde tinham chegado iniciados da G.’. L.’. de Crotona, fundada por Pitágoras. Ao que parece, as perguntas representam o exame de um maçom.

O rei Henrique VI (1421-1471) e os nobres da corte teriam sido iniciados na Fraternidade em 1442. A data de emissão do manuscrito, 1436, indicaria que o Rei só tinha 15 anos ao ser iniciado. Outra versão atribui o manuscrito a Henrique IV (1367-1413) mas ele morreu antes.

Ano 1439

- Em virtude de um privilégio concedido pelo rei Jayme II, as lojas escocesas passam a ter como G.’.M.’. hereditário os senhores Saint-Clair de Rosalyn.

Ano 1452

- É realizado o Convento Maçônico de Estrasburgo, Alemanha, convocado por Erwin de Steinbach e com a participação de arquitetos de Alemanha, Inglaterra e Itália. Foi estabelecido um Código de Regulamentos e foi organizada a Fraternidade de Franc-maçons. Foram reconhecidas 3 classes de artífices : Mestre, Companheiro e Aprendiz, estabelecendo sinais e saudações como métodos de reconhecimento, parte dos quais foram tomados dos maçons ingleses. Foram criadas cerimônias de iniciação com simbolismo que ocultava doutrinas profundas de filosofia, religião e arquitetura.

Como resultado do Convento foram estabelecidas Lojas em muitas cidades da Alemanha, reconhecendo a supremacia da Loja de Estrasburgo. Erwin de Steinbach foi eleito G.’.M.’.

Ano 1459

- É realizado um Convento Maçônico em Ratisbona (Regensburg) Baviera.

- Dotzunger, arquiteto da Catedral de Estrasburgo, como Presidente do Grêmio da Alemanha, convoca a Assembléia de Mestres de todas as Lojas, sendo discutido e sancionado o Código de Leis adotado em 1452 conhecido como As Constituições dos Maçons de Estrasburgo. Foi estabelecido que deveriam ser criadas 4 Grandes Lojas, em Estrasburgo, Viena, Colônia e Zurich, e que o Mestre de Obras da Catedral de Estrasburgo seria o G.’.M.’. dos maçons da Alemanha.

Ano 1462

Ago 24 - As Lojas de Magdeburgo, Halberstadt, Hidesheim e de todas as cidades de Saxónia inférior se reúnem em Torgau, onde aceitam as Constituições aprovadas em Estrasburgo. Redigiram uma Constituição com 112 artigos que ficou conhecida como Ordenações de Torgau

- A Associação de Investigação maçônica de Manchester, Inglaterra, deu a publicidade em 1941, um documento dos Estatutos alemães de 1462 onde está escrito o juramento do Aprendiz de não revelar a saudação maçônica.

Ano 1464

- É realizado um novo Convento Maçônico em Ratisbona, convocado pela G\ L\ de Estrasburgo para estudar as divergências das GG.’. LL.’. de Estrasburgo, Colonia, Viena e Berna.

Ano 1469

Abr 24 - E realizado um Convento Maçônico em Esfira (ou Spira) convocado pela G\ L\ de Estrasburgo para que fosse estudada a construção de obras públicas, religiosas e monumentais dos principais Estados da Europa, para estudar a verdadeira situação das confrarias maçônicas e, especialmente as estabelecidas na Inglaterra, nas Gálias, Lombardia e Alemanha e, finalmente para tratar dos direitos e atribuições das Lojas e suas recíprocas relações. (Fonte : Nicola Aslan em Historia Geral da Maçonaria).

Ano 1475

- Um Código escrito no reinado de Eduardo VI da dinastia normanda, para instrução dos candidatos a novos irmãos, diz:

"Que, pese a que muitos antigos documentos da Fraternidade em Inglaterra foram destruídos ou perdidos nas guerras de saxões e daneses, o rei Athelstan, insigne arquiteto, que ordenou traduzir a Bíblia a língua saxão no ano 930, uma vez que estabeleceu a paz e a tranqüilidade no reino, construiu grandes obras e estimulou a muitos maçons vindos da França, nomeando-os sobrestantes". Estes trouxeram consigo as Obrigações e Regras da suas Lojas, conservadas desde os tempos de Roma e obtiveram também do Rei a reforma da Constituição das Lojas inglesas "segundo o modelo estrangeiro e o aumento de salários dos maçons operativos".

Ano 1498

- A Fraternidade de Pedreiros de Estrasburgo e da Alemanha, que tinha declinado devido a distúrbios políticos, foi restabelecida pelo Imperador Maximiliano I, quem confirmou seus Estatutos e reconheceu seus deveres e privilégios.

(Fonte: www.udjat.pt)

Cronologia Maçónica – 2.ª Parte (até ao ano 1000 (e.v.))

Ano 70

- Um soldado romano, contrariando as ordens de Tito, incendeia o 3o Templo, ficando destruído para sempre. Tito leva para Roma o Candelabro, a Mesa dos Pães da Proposta e os Livro da Lei, que podem ser vistos no Arco do Triunfo de Tito, em Roma.

Ano 79

- Em 1878 foi descoberto o Collegium de Pompéia que fora sepultado no ano 79 pela erupção do Vesúvio. Situado perto do Teatro Trágico e do Templo de Isis, era identificado como Loja por apresentar 2 colunas frente as portas e triângulos entrelaçados nos muros.

Ano 152

- Durante as escavações no antigo porto de Roma foi descoberta uma inscrição do ano 152 dc com os nomes dos membros da corporação dos bateleiros de Ostia.

Ano 286

- São Albano obteve autorização de Carausius, imperador britânico, que facultava aos pedreiros para efetuar um Conselho Geral denominado Assembleia. São Albano participou da Reunião iniciando a novos irmãos (Relatado nas Constituições Góticas de 926).

Ano 287 ou 302 ou 303

- Os Santos Quatro Coroados (Quator Coronati) eram os Santos Patronos dos arquitetos lombardos e toscanos, depois dos maçons construtores da Idade Média e mais tarde da maçonaria Operativa de Alemanha, França e Inglaterra.

A historia é de dois grupos de mártires e existem muitas versões. Conforme a Enciclopédia da Francmaçonaria de Lenning (1901) "o primeiro grupo estava composto de 4 pedreiros de nomes Claudius, Castorius, Simphoranius e Nicostratus, que eram secretamente cristãos. O Imperador Diocleciano solicitou para eles uma estatua do Deus pagão da saúde Escolapius, ao que eles se negaram pela sua condição de cristãos, solidarizando com eles um outro pedreiro, que não seria cristão.

(Outra versão indica que este 5o seria um soldado romano de nome Simplicius). O Imperador condenou aos 5 a morrer dentro de esquifes de chumbo que foram jogados no rio. Os esquifes com os corpos foram recuperados por um cristão que os guardou na sua casa (Difícil de acreditar considerando o peso dos esquifes).

Onze meses depois, Diocleciano ordenou incenso e sacrifícios a imagem de Esculapio, mas 4 suboficiais eram cristãos e resistiram a ordem sendo mortos a chicotadas; seus nomes eram Severus, Severinus, Carpophorus e Victorinus. Os 4 foram sepultados pelos cristãos junto aos primeiros 5 mártires (Novembro 303)".

A tradição estabelece o 8 de Novembro como festa de homenagem aos mártires, mas são lembrados unicamente os 4 pedreiros; não existe uma boa explicação do termo "coroado" e outra versão fala que eles aceitaram construir estatuas ao Sol Invicto mas recusaram a de Esculapio o que faz supor que eles seriam do culto de Mitra e não cristãos.

Ano 363

- O Imperador Juliano, cognominado apóstata da religião cristã, mandou reconstruir o Templo de Jerusalém, mas fracassou por causa das labaredas que surgiam dos alicerces.

Ano 643

- O rei lombardo Rotaris (governou entre 636-652), confirma por édito aos Magistri Comacini, privilégios especiais. Os Mestres Comacinos são considerados o elo perdido da maçonaria, mas não existe nenhuma evidência documental. A Ordem foi fundada nas ruínas do Colégio Romano de Arquitetos e, na queda do Império Romano (478), refugiaram-se na ilha fortificada de Comacino, no Lago Como. Os Comacinos eram arquitetos livres, celebravam contratos e não estavam submetidos a tutelagem nem da Igreja e nem dos senhores feudais. O nome de Mestres Comacinos não derivaria do nome da cidade Como, porque seus habitantes são chamados Comensis ou Comanus; o nome de comacinos significaria C.’. M.’. e também, existe o nome de comanachus (comp.’.monge) sem referencia a cidade de Como.

Ano 674

- Na inauguração da Igreja de Wearmouth, nas Ilhas britânicas, construída pelo Comacinos, foi emitido um documento de apresentação com palavras e frases do Édito de 643 do rei lombardo Rotaris.

Ano 712 ou 817

- Por uma pedra gravada neste ano, sabe-se que a Guilda Comacina estava constituída por Mestres e Discípulos, obedeciam a um Grão-mestre ou Gastaldo, chamavam Lojas a seus locais de reunião, tinham juramentos, toques e palavras de passe, usavam aventais brancos e luvas, seus emblemas tinham esquadro, compasso, nível, prumo, arco, no de Salomão e corda sem fim e reverenciavam os 4 Mártires Coroados.

Ano 899

- Durante o reinado progressista e cultural de Alfredo O Grande da Inglaterra (849-899), a corporação maçônica se estabelece sob formas mais regulares. A corporação dividiu-se em reuniões parciais denominadas lojas, dependendo todas de um poder central (hoje conhecida como G.’.L.’.) com sede em York, sendo o objetivo principal a construção de edifícios públicos e catedrais.

Ano 924

- Quase todas as antigas Obrigações estabelecem a aparição da Maçonaria Moderna na Inglaterra sob o reinado de Athelstan (895-940), neto de Alfredo O Grande. Athelstan foi um prudente legislador que trouxe paz ao pais, construindo muitas Igrejas e castelos. Acredita-se que convocou uma reunião de maçons para estudar leis, regras e preços.

Ano 926

- A Segunda Assembleia da Fraternidade, conhecida pelas Tradições, foi convocada pelo Príncipe Edwin, irmão ou médio irmão do rei Athelstan, na cidade de York. Nesta Assembleia, conhecida também como Convento Maçônico de York, nasceram as Constituições Góticas com 15 artigos ; estas Assembleias continuaram por muitos séculos.

A Antiga Constituição de York ou Constituição Legal das Lojas maçônicas da Inglaterra, conforme original em latim que se conserva na G.’.L.’. de York, tem 3 partes, sendo um preâmbulo em forma de oração, uma sumaria historia da arte de construir e os Estatutos da Loja com 16 artigos. Conforme outros autores, a data da Assembleia teria sido em 936.

A Constituição Gótica foi utilizada como fonte por James Anderson na sua Constituição de 1723.

(Fonte: www.udjat.pt)

Cronologia Maçónica – 1.ª Parte (até ao nascimento de Cristo (e.v.))

Ano 968 a.C.

- No seu quarto ano de reinado, Salomão inicia a construção do Templo de Jerusalém, no Monte Moriah, no lugar que ocupava a eira de Ornã e Jebuseu, ponto que separava a tribo de Judá e de Benjamim.

Ano 960 a.C.

- O Templo de Jerusalém é consagrado. A construção durou 7,5 anos e teve um custo de 4.900 milhões de dólares.

Ano 925 a.C.

- O Templo de Jerusalém é saqueado pelo faraó Sheshonq (ou Shishak ou Sesac I).

Ano 715 a.C.

- O rei de Roma, Numa Pompilio (715-673 ac), funda os Collegia de artesãos que tiveram influência fundamental para as fraternidades e corporações da Idade Média, onde se procura o ponto de origem da Maçonaria. Plutarco somente cita 9 Collegia, entre os quais carpinteiros de obra grossa, mas não menciona os de pedreiros, explicado porque naquela época não existia a divisão do trabalho e nem a especialização. Provavelmente os Collegia já existiam e Numa Pompilio se limitou a autorizá-los. Entre os Collegia, e que foi o único que perdurou, estava o Collegia de Construtores integrado por obreiros fenícios dionisíacos. Este Collegia ocupava a retaguarda das legiões invasoras romanas, construindo caminhos, pontes, fortalezas e edifícios. Atuou durante séculos e, quando por razões políticas (veja 64 ac), dissolveu-se, muitos de seus obreiros refugiaram-se nos montes de Como, reaparecendo como os Magistri Comacini e defendendo a arte arquitetónica em Itália, França, Alemanha e Inglaterra.

Ano 598 ou 586 a.C.

- O Templo de Jerusalém é destruído por Nabucodonosor II, rei de Assíria.

Ano 536 a.C.

- Ciro, rei dos persas autoriza a reedificação do Templo. A obra é executada por Zorobabel, príncipe de descendência direta de Davi (2.º ano de retorno do cativeiro).

Ano 515 a.C.

- No 6o ano do reinado de Dario I, rei dos persas, é concluída a reconstrução do Templo, sendo conhecido como 2o Templo ou Templo de Zorobabel. Tinha menos riquezas para não atrair a cobiça dos povos invasores. A Arca da Aliança já tinha desaparecido.

Ano 300 a.C.

- Os arquitetos de Dionísio eram uma associação de homens de ciência que se distinguiam não somente pelo seu saber como porque eles se reconheciam por toques e sinais.

Ano 168 a.C.

- Antioco Epifanes IV, rei da Síria (174-164 ac) saqueia e profana o Templo de Jerusalém, manda suspender os sacrifícios quotidianos e oferece carne de porco sobre o Altar e proíbe o culto a Jeová.

Ano 165 a.C.

- Judas Macabeu, judeu ortodoxo, restaura e purifica o Templo de Jerusalém, em defesa do nacionalismo judaico, frente as costumes helenizantes trazidas da Grécia.

Ano 64 a.C.

- Conforme a Lei Julia, aprovada em 90 ac (Roma) são fechados os Collegia por considerar que poderiam ser convencidos a votar em determinado candidato, convertindo em instrumentos de corrupção política.

Ano 44 a.C.

- Herodes, O Grande, rei da Galileia, reconstrui o Templo, que passa a ser conhecido como o Terceiro Templo ou Templo de Herodes. A construção começou no 18o ano do reinado de Herodes. O edifício principal demorou 1,5 anos e os átrios 8 anos, mas o resto da obra somente terminou no tempo de procurador Albino (62-64 dc).

(Fonte: www.udjat.pt)

quarta-feira, 4 de abril de 2018

As primeiras moedas complementares surgiram no Egito

«Nos últimos anos, temos testemunhado as novas e massivas ondas de adoção de criptomoedas - agora você pode pagar em Bitcoins por quase qualquer coisa, desde café até imóveis. Mas as ideias estavam sempre acima do dinheiro na comunidade e ainda havia potencial inexplorado de moedas digitais descentralizadas. A "história do Sabre" - um projeto brasileiro de moedas complementares, desenvolvido no início dos anos 2000 para promover o sistema educacional, é um exemplo importante do potencial social que tendemos a esquecer de acompanhar as taxas de câmbio.

Breve história das moedas complementares

As moedas complementares (CCs), também conhecidas como moedas comunitárias, são basicamente uma alternativa (ou, na verdade, um elogio) ao dinheiro convencional. Seu propósito é geralmente fortalecer a economia local em tempos de recessão, estimulando transações adicionais e, portanto, mantendo o ciclo econômico em movimento ou para alcançar certos objetivos sociais, ambientais ou políticos.

Na maioria dos casos, os CCs não têm curso legal - ou seja, não são aceitas em nível nacional; você não pode comprar o que quiser usando as CGs - elas funcionam apenas como meio de troca quase monetária para determinados fins dentro de uma "área restrita". Na teoria, as CCs deveriam estimular a economia local e encorajar as pessoas a agirem coletivamente com inteligência. Embora a substituição do dinheiro convencional e o enfraquecimento da moeda nacional não seja geralmente o objetivo de uma moeda complementar, o estado muitas vezes parece relutar em relação à ideia. O modelo desenvolveu a reputação de um experimento, não um método comprovado.

As primeiras moedas complementares poderiam ser atribuídas voltando ao antigo Egito, onde as pessoas locais usavam otrakas - peças de cerâmica - para emitir recibos para a quantidade de colheita que os agricultores colocariam em estoque. Essas peças, por sua vez, poderiam ser trocadas por serviços locais. Da mesma forma, na Europa medieval, as pessoas usavam regularmente bracteates - peças de joalheria - para novas moedas, embora sempre com uma retenção. O sistema foi projetado para evitar que as pessoas acumulassem moedas e as mantivessem fora do ecossistema financeiro. Isso, por sua vez, aumentaria a velocidade do dinheiro normal.

Na história recente, as CCs começaram a aparecer na primeira metade do século XX. Um dos exemplos mais notáveis é o experimento da economia livre Wära, realizado na Alemanha. O Wära foi uma moeda introduzida por Hans Timm e Helmut Rödiger, seguidores de um comerciante alemão, economista teórico e anarquista Silvio Gesell. Durante o curso do experimento, foram impressas notas do Wära, disponíveis nas denominações de 1/2, 1, 2, 5 e 10 Wära (um Wära seria igual a um Reichsmark) para apoiar a economia da cidade de mineração Schwanenkirchen, que tinha sido atingido pelo desemprego em massa. Como os otrakas no antigo Egito e as bracteates na Europa medieval, o Wära era uma moeda com taxa de sobre-estadia, o que significa que cada nota tinha uma taxa de custo mensal de 1% do seu valor nominal. Isso impediu as pessoas de Schwanenkirchen de armazenar a moeda e colocá-la fora de circulação ativa. Também teve seus benefícios para os usuários: por exemplo, as pessoas que compraram carvão (o produto básico da economia local) usando o Wära receberam um desconto.

Durante o curso do experimento, o Wära permitiu que os serviços locais continuassem, apesar do fato de a moeda nacional ser escassa. Como resultado, novos empregos foram criados e impostos foram pagos. No entanto, o esquema terminou abruptamente: o ministério das finanças de Reich proibiu a moeda e a cidade retornou ao seu estado decadente anterior.

Experiências semelhantes foram realizadas em outros países em torno desse período: moedas locais foram usadas em Wörgl, Austrália (1932-1934), Alberta, Canadá (1936) e nos EUA durante os períodos de grande depressão.

A experiência Sabre

Em 2003, o economista belga Bernard Lietaer colaborou com a professora brasileira Gillian Schwartz, da Universidade de São Paulo - que já trabalhou como economista em várias instituições financeiras públicas e privadas, incluindo o BankBostal - para apresentar uma proposta de uma moeda complementar chamada "The Sabre" (O sabre) ao governo de Brasil.

O Sabre teve como objetivo ajudar as escolas brasileiras a oferecer maiores oportunidades educacionais “sem criar nenhuma nova pressão financeira sobre a economia”. Os vouchers educacionais foram projetados para lançar um "multiplicador de aprendizado" substancial, de modo que uma determinada quantia de dinheiro possa produzir mais aprendizado para um número maior de alunos. Em outras palavras, o ministério da educação alocaria os Sabres entre as escolas em áreas econômicas onde normalmente não há financiamento para o ensino superior. Os estudantes locais com 7 anos de idade deveriam receber uma certa quantidade de Sabres na condição de que eles deveriam escolher um mentor entre os alunos mais velhos (eles poderiam mais tarde ganhar mais Sabres dando essas lições, na taxa de 5 Sabres por hora). No final, quando completassem 17 anos e se formassem na escola, poderiam gastar os Sabres para pagar (total ou parcialmente, dependendo da quantia disponível) as mensalidades da universidade.» (Fonte: Cointelegraph)

Hermes Trimegisto - O princípio da polaridade

“Tudo é duplo; tudo tem dois pólos; tudo tem o seu par de opostos; os semelhantes e os antagónicos são o mesmo; os opostos são idênticos em natureza mas diferentes em grau; os extremos tocam-se; todas as verdades são semi- verdades; todos os paradoxos podem reconciliar-se”

Tudo é dual no universo, tudo tem duas faces, a polaridade mantém o ritmo da vida. Conhecemos a existência de algo pelo contraste do seu oposto. Mas é necessário haver interação entre os dois opostos para que a criação aconteça. Os dois opostos têm de ser dinâmicos para que haja equilíbrio e harmonia entre esses opostos. Não bastando assim a dualidade, mas a necessária polaridade.

Qualquer fenómeno tem a possibilidade da sua manifestação contrária, e é possível mudar algo não desejável na sua condição oposta. Esta é a base da transmutação mental, a arte de polarizar. O não desejado pode ser neutralizado, mudando a sua polaridade. Os extremos tocam-se; os dois extremos da polaridade atraem-se mutuamente. É por esta razão que é mais fácil transformar o ódio em amor (partir do ódio até ao amor) do que a partir da indiferença.

Este princípio, a nível prático, permite apreciar os obstáculos da vida no seu justo valor, já que possibilita que uma situação conflituosa possa ser mudada gradualmente através de uma adequada polarização do oposto. A mudança de um grau a outro da escala vibratória consegue-se mediante a vontade e o auto-domínio. Porque experienciar dilemas internos é a natureza do homem. Uma titânica luta do bem contra mal.

Se o universo é dual, não podemos de todo extrair redutores exemplos, mas no entanto, aqui deixo alguns:

Luz /escuridão; Amor/ódio; Espírito/matéria; Vida/morte; Bem/ mal; Vigília/sono; Coragem/medo; Alegria/ tristeza

E muitos haveria a acrescentar….

O nosso cérebro, também ele é constituído de polaridades, existe o hemisfério direito que comanda as emoções, e o hemisfério esquerdo, que comanda o lado racional. Precisamos diariamente equilibrar o lado emocional e o lado racional, sendo que, por vezes, prevalece um mais do que o outro, não existe o mais ou menos importante, o ideal é termos o equilíbrio, não sermos nem demasiado emocionais nem demasiado racionais. E, é nesse equilíbrio que reside a verdadeira evolução do ser humano.

As lutas titânicas do Ser:

razão/emoção ; querer/dever; eu/outro; quem eu sou/quem eu queria ser e, não querendo esquecer o Ser/Ter (deixo discussão para outras batalhas).

No que toca à arte real, onde a dualidade abrange toda a sua simbologia, destaco o pavimento mosaico, o chão de xadrez preto e branco, sendo que a cor branca e preta refletem a polaridade positiva e negativa da natureza, e a dualidade do bem e do mal, e, é esse chão que o iniciado percorre, oscilando entre um e outro pólo, enfrentando os perigos e lutando contra as adversidades, numa constante busca da perfeição.

O Pavimento Mosaico representa o caminho de cada um de nós, com as suas luzes e sombras, as suas seguranças e perigos, o lado bom e o lado mau da vida. O Pavimento mosaico é a nossa própria vida em perpétuo movimento.

Um simples pavimento mosaico serve de ponto de partida para a mais profunda introspeção de um maçon, que lhe recorda que o principal do seu trabalho faz-se no confronto de si consigo próprio, no uso frequente e equilibrado das duas grandes ferramentas de que dispõe  naturalmente, a sua Razão e a sua Intuição, para trilhar sozinho os seus caminhos e, descobrir que, afinal, o que vai encontrar são novas encruzilhadas que abrem novos desafios à perpetuação da vida. (Fonte: www.udjat.pt)

segunda-feira, 2 de abril de 2018

Ações e destinos: Conto Indiano

Como sabemos, a tradição dos contos sagrados oriundos dos mais diversos cantos do mundo apresentam uma enorme sabedoria e, não raras vezes, uma grande lição para a vida, que nos deverá servir para nos conhecermos um pouco melhor.

Os contos que aqui vamos transcrever têm origem em diversas fontes, Jatakas, Katasaritsagara, Panchatantra, Hitopadesa, tradição chinesa, Hindu, etc. e foram extraídos e adaptados de diversos textos e vídeos que fomos encontrando ao longo de diversos anos.
Ações e destinos: Conto Indiano
(Compreensão da Lei do Karma)

Havia numa aldeia do interior da índia um sábio (um Guru) que era dotado de um dom muito especial, ele era capaz de ver o futuro. Esta capacidade era um problema para a sua vida, pois não tinha descanso, toda a gente queria saber o seu futuro, e ele não conseguia viver em paz.

Normalmente, para fugir a tudo isto, o sábio pegava nos seus poucos haveres e escondia-se na floresta, mas, rapidamente era encontrado e tudo voltava ao início, logo se via assediado por meio mundo a querer saber do seu futuro.

O pobre sábio, lá voltava a pegar nas suas coisas e retornava a esconder-se ainda mais no interior da floresta. Até que num certo dia ele entrou tanto na floresta que ninguém mais o encontrou, foi o descanso para o sábio que podia finalmente gozar do descanso que sempre ambicionou, pelo que viveu feliz por alguns anos.

Até que um dia, dois jovens da aldeia, que eram ainda muito novos, já nem se lembravam sequer das histórias que se contavam sobre um dado sábio que via o futuro, foram caçar na floresta e, correndo atras de uma presa, acabaram por penetrar de tal forma nesta que acabaram por se perder. Para complicar ainda mais a sua situação começou a anoitecer, a floresta já era perigosa, mas com o anoitecer tudo se complicava, por isso, tinham mesmo que encontrar um local para pernoitar, e foi o que fizeram, procuraram um lugar em que pudessem passar a noite, no dia seguinte, logo de manhã, procurariam o caminho de regresso.

Quando procuravam um lugar para pernoitar repararam numa pequena luz lá ao fundo, bem no coração da floresta, não havia dúvida, era de certeza o local ideal para passarem a noite. Dirigiram-se para pequena luz que se via ao longe na esperança de encontrar um local para dormir e, quem sabe, comer alguma coisa.

Chegando perto da luz, encontraram uma pequena casa muito humilde, bateram à porta e, surpresa das surpresas, quem lhes abre a porta é o sábio que se tinha escondido na floresta, já há muito tempo que a aldeia tinha desistido de o procurar, tudo tinham feito, mas nunca o tinham encontrado. O sábio, muito surpreso, lá lhes abriu porta e os jovens contaram o que se havia passado com eles:

- Meu caro senhor, quando caçávamos perdemo-nos na floresta, será que nos poderia receber aqui durante esta noite?

O sábio concordou de imediato, serviu alguma coisa para que os jovens comessem, e eles dormiram, passando a noite ali mesmo e, no outro dia de manhã, estava na hora de voltarem para casa. Mas, a curiosidade tem destas coisas pensavam eles, que já se tinham lembrado de quem era o seu hospitaleiro sábio, não podemos desaproveitar esta oportunidade de sabermos o nosso futuro.

Assim, decidiram fazer a pergunta habitual.

- Meu querido sábio, já que aqui estamos, até nem foi com essa intenção que aqui viemos, mas, não seria possível que nos dissesse o nosso futuro?

O sábio, muito contrariado e após muitas lamentações, la lhes disse:

- Sabem, eu não gosto nada de fazer isto porque as coisas não funcionam da forma que vocês pensam, o futuro tem linhas gerais, mas não está traçado da forma fixa e rígida que vocês pensam.

Os jovens voltaram a insistir e o sábio viu que não havia alternativa para se livrar daqueles dois, então disse:

- Você, o primeiro jovem, daqui por um ano vai tornar-se num rei e um rei poderoso. Já você, o segundo jovem, daqui por um ano estará morto.

Os dois jovens ficam estupefactos e aquelas previsões foram um choque para ambos. Um que era de uma família muito humilde iria tornar-se num rei no espaço de um ano e, o outro, ainda muito jovem e saudável, no espaço de um ano morreria.

Muito preocupados, porque o sábio nunca se tinha enganado, regressam a casa já começando a prepararem-se para aquele futuro que lhes tinha sido anunciado. Um fazendo planos para o seu governo e outro fazendo planos para o seu último ano de vida.

Quando chegam à aldeia eles contam o que lhes havia acontecido e o que o sábio lhes havia dito sobre o seu futuro, todos acreditaram e nem colocaram em questão que tal não acontecesse, o sábio nunca se tinha enganado nas suas previsões, todos o podiam confirmar.

Ora, a partir daquele dia, o jovem que seria rei, começa a comportar-se como se já fosse um rei, dando ordens, ameaçando com o poder que teria dali por um ano, torna-se arbitrário, arrogante, autoritário e vaidoso, muda totalmente a sua conduta que tinha tido até então.

Enquanto o outro, que morreria num ano, começa a considerar que cada dia da sua vida é um dia a menos num prazo muito curto, por isso, entendia que deveriam ser muito bem vividos, com toda a consciência de tal maneira que, cada ato dele, passa a ser cuidadosamente escolhido, cada palavra, cada gesto de generosidade ou de ajuda ao próximo, de tal forma que quando chegasse o momento estivesse de consciência tranquila e em paz com a sua vida. Passa assim a ter uma postura exemplar nos dias que lhe faltam.

O tempo foi passando, passam meses e nada acontece, até que um dia se completa um ano e nada aconteceu. Já passavam vários meses para além do ano anunciado pelo sábio e os jovens questionavam-se se ele não se teria enganado, será que tinham percebido mal e era mais de um ano, será que apenas e logo no seu caso o sábio infalível se tinha enganado. Depois de muito ponderarem chegam a uma conclusão, tinham que voltar a encontrar o sábio e perguntar-lhe o que tinha acontecido, não havia outra opção.

Assim fizeram, quando começavam a penetrar na floresta em direção à casa do sábio, encontram pendurada numa árvore uma grande sacola cheia de moedas de ouro, eles assustam-se com aquilo, não era de todo normal que aquilo fosse possível. Um deles comenta, olha se calhar é a minha fortuna que começa a aparecer, a minha sorte já esta a mudar é o caminho para a minha coroação. Depois de dizer isto, ele avança para a sacola, enquanto o outro, como iria morrer mesmo, ficou mais atras, não tinha qualquer interesse nas moedas de ouro, o que podia fazer com elas, só levá-las para o caixão.
Nesse instante, um ladrão aparece de repente e lança-se na direção do jovem que chegava à sacola, o que ficou mais atrás apercebe-se disso e atira-se contra o ladrão e lutam os dois, depois de vários minutos o jovem consegue afastar o ladrão, mas fica com um pequeno corte no braço, sem grande gravidade.

A sacola continha moedas de ouro que tinham sido roubadas e o ladrão procurava recuperar o proveito do seu furto quando os jovens se aproximaram da sacola.

Depois de tentarem fazer um pequeno curativo no braço do jovem ferido continuam o seu caminho em direção à casa do sábio, um dos jovens levando a sacola com as moedas de ouro, o tal que esperava tornar-se rei e, o outro, o que esperava morrer, lá ia caminhando com o seu pequeno corte no braço.

Pouco depois lá chegaram a casa do sábio, para lamentável surpresa deste, que após abrir a porta viu os dois jovens novamente.

- Vocês novamente! Voltaram a perder-se?

- Não meu querido sábio, nada disso, nós queríamos saber se o senhor se enganou com o que nos disse.

- Como me enganei? – Disse o sábio.

- Sim, não se lembra de nós, estivemos aqui há mais de um ano e você nos disse que, decorrido um ano, um de nós seria um rei muito poderoso e o outro morreria. – Disse um dos jovens.

- Sim, foi isso mesmo, e já passa bem mais de um ano e olhe aqui para nós, nada aconteceu apenas esta sacola com moedas de ouro e um pequeno golpe no meu braço, o senhor enganou-se. – Disse o outro jovem.

O sábio responde de imediato.

- Não, não me enganei, vocês é que não me ouviram, eu disse que o futuro não é rígido nem inflexível da maneira que vocês pensam, ele é construído a cada momento.

Vira-se para o primeiro jovem e diz.

- Você tinha um bom karma para se tornar num rei poderoso, mas tornou-se tão arrogante e alterou de tal forma a sua conduta que o seu karma se reduziu apenas a essa sacola de moedas de ouro. Agora, o seu amigo, ele tinha um mau karma ia morrer ainda jovem, mas como se tornou tão prudente, tão sábio e tão virtuoso o seu mau karma se reduziu apenas a este pequeno golpe no braço.

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O nosso futuro está a ser permanentemente construído. (Fonte: www.udjat.pt)

Hermes Trimegisto - O princípio da vibração

O conjunto de emoções e sentimentos que moldam a consciência através da experiência (vivida ou transmitida) garantiram ao homem (e talvez a outros seres) um sentido único de perceber e se contextualizar no universo que nos rodeia.

Ao longo da história podemos perceber um fio condutor de transmissão de conhecimento e tradições. Fio condutor esse que, atualmente, se pode resumir naquilo que é a Maçonaria, mas que foi tendo e possivelmente terá vários nomes.

Essa tradição permite-nos, sobretudo através do uso dos símbolos, ter uma noção daquilo que rege as leis físicas desde um momento criador. Quando me refiro a leis físicas refiro-me também à Física ou Mecânica daquilo que é imaterial ou dito espiritual.

Os ensinamentos de Hermes Trimegisto são uma emanação dessa mesma consciência do indivíduo no Todo. A tradução escrita desses ensinamentos chegam-nos através do Kybalion, cuja autoria é desconhecida e por simbologia ao próprio Trimegisto é atribuída aos 3 iniciados. O Kybalion dedica um capítulo a cada um dos 7 princípios ou leis da tradição Hermética.

Este trabalho é dedicado ao Princípio da Vibração; mas este mesmo princípio está, quanto a mim, diretamente ligado na sua essência aos princípios da polaridade, correspondência e polaridade. Pelo Princípio da Vibração, Hermes diz-nos que “nada está parado, tudo se move, tudo vibra”. Por este princípio, tudo no universo é constituído por vibração. E, assim, a distinção entre Matéria, Energia, Mente e Espírito resume-se a apenas diferentes estados de vibração. Este princípio diz-nos também que a iniciação e o estudo nas leis de Hermes permite-nos alcançar estados de vibração cada vez mais elevados. Talvez possamos encontrar um eco desta lei nas afirmações de Descartes ou Espinosa, onde o divino está ao alcance do Humano pela consciência da Natureza e da sua tradução lógica.

Este princípio remete-nos também áquilo que são os desafios e as mais excitantes descobertas da Física moderna. Nos últimos anos a mecânica quântica tenta descrever aquilo que é a natureza do átomo. Para Demócrito – talvez o primeiro a descrever (de uma forma filosófica ou epistemológica, é claro) o que é o átomo – se dividíssemos constantemente toda e qualquer matéria chegaríamos a uma partícula fundamental, indivisível e criadora de toda a matéria, mas que, por si só, não é matéria – o átomo. Para Demócrito e mais tarde também para Lucrécio, o átomo é imprevisível e aleatório e permitia por isso explicar as mutações periódicas da Natureza.

O conceito Físico (da Física Quântica) de átomo é ligeiramente diferente daquele apresentado por Demócrito. A Física moderna demonstrou-nos que o átomo, ao contrário de ser uma partícula elementar, é constituído ele próprio por outras partículas: o electrão, o neutrão e o protão. Por sua vez, o neutrão e o protão são constituídos por quarks. Atualmente acredita-se que toda a matéria é constituída por 12 (DOZE) partículas elementares, conjuntamente com os seus respetivos pares de anti-matéria. Todas estas partículas encontram-se unidas por 4 (QUATRO) forças: a eletromagnética, a nuclear forte, a nuclear fraca e a força gravitacional.

Aquilo que é descrito como força é também constituído por elementos, corpúsculos ou ondas assim como o fotão, os bosões e mais recentemente o gravitão (força ou partícula responsável pela atracão gravítica entre dois corpos com massa).

Atualmente, as ferramentas matemáticas que descrevem e tornam previsíveis as forças eletromagnéticas, nuclear forte e nuclear fraca não o fazem para a força gravitacional. Por isso, nas últimas décadas tem-se assistido a várias tentativas de criar uma teoria física unificadora de todas as leis físicas no universo. Algo que nem o próprio Einstein conseguiu, apesar de ser ele o impulsionador (na área da Física moderna é claro) da ideia de que tudo no universo, do maior ao mais pequeno, se rege pelas mesmas leis, forças e fenómenos físicos. Relembro que Einstein foi o primeiro a relacionar energia com matéria através da sua mais famosa fórmula.

A Teoria das Cordas (Super String Theory) é talvez a mais recente emanação de uma teoria unificadora. Ainda não totalmente (ou se calhar nem parcialmente) validada, esta teoria explica…é verdade!… que tudo é vibração. Todo e qualquer elemento é constituído por pequeníssimas “cordas” cuja frequência e intensidade vibracional constituem a identidade de qualquer partícula, força ou estado energético. Esta teoria das cordas é uma derivação de uma outra teoria, a da “supersimetria”, que explica que qualquer partícula tem um par, um reflexo e que uma alteração num dos elementos do par irá criar instantaneamente uma modificação simetricamente igual no outro par.

Muito recentemente, foi descoberta a partícula responsável pela gravidade. E como é natural, a acompanhar uma grande descoberta que pode de facto revolucionar o conhecimento científico, vem a arrogância natural das grandes mentes; acreditando agora que tudo no universo é partícula e que a gravidade vai explicar tudo.

“Considera como provável que a vida reside no seio dos três reinos da Natureza? Mineral, Vegetal e Animal? “ Seguramente que qualquer um de vós (de nós) se lembra desta questão. As leis Herméticas e principalmente o Princípio da Vibração diz-nos que não. Existe muito mais para além daquilo que é mineral, vegetal e animal; que vibra com diferentes frequências e energias e que é o Todo e o Um. Que tudo, a partir de um momento inicial de criação foi nutrido de um constante estado de movimento e de vibração e que é ao mesmo tempo constituinte da matéria, do espírito, da mente e do TEMPO.

É aquilo que nos constitui e que continuará a ser o que de nós resta quando partirmos (como seres mortais) para o Oriente Eterno.

Mas acima de tudo, este princípio diz-nos que enquanto seres individuais podemos alcançar níveis vibracionais superiores, que a mente pode controlar a matéria.

E, para mim, esta é talvez a principal MENSAGEM deste princípio: MENS AGIT MOLEM. (Fonte: www.udjat.pt)

Hermes Trimegisto - O princípio da correspondência

Todos os preceitos fundamentais básicos introduzidos nos ensinos esotéricos de cada raça foram formulados por Hermes. Mesmo os mais antigos preceitos da Índia tiveram a sua fonte no Preceitos Herméticos originais.

Nenhum fragmento dos conhecimentos ocultos possuídos pelo mundo foi tão zelosamente guardado como os fragmentos dos Preceitos Herméticos, que chegaram até nós, através dos séculos passados desde o tempo do seu grande estabelecedor, Hermes o Trimegisto, o Mensageiro dos Deuses, que viveu no antigo Egipto, quando a actual raça humana estava na sua infância, isto é, mais ou menos 2.700 a. c., segundo alguns historiadores.

A palavra conhecimento corresponde exactamente à palavra Grega Gnosis, que os iniciados criaram, para não atribuir a si o maior atributo da Divindade, que é a ciência.
O Homem nada sabe, mas é chamado a tudo conhecer”.

Hermes foi e é o Grande Sol Central do Ocultismo, cujos raios têm iluminado todos os ensinamentos que foram publicados desde o seu tempo.

Do antigo Egipto vieram preceitos fundamentais esotéricos ocultos, que influenciaram todas as raças, nações e povos. O Egito foi a pátria da Sabedoria Secreta, dos ensinamentos místicos e dele, todas as nações receberam a Doutrina Secreta.

Os estudantes de religiões comparadas compreenderão facilmente a influencia dos Preceitos Herméticos em qualquer religião, quer seja uma religião morta, quer seja uma cheia de vida, como as dos nossos próprios tempos.

A Obra de Hermes foi feita para implantar a grande Verdade-Semente e, disseminou-se rapidamente. Todavia as verdades originais ensinadas por ele, foram conservadas intactas em sua pureza original, por pequeno numero de homens e tem sido transmitida entre esses poucos, dos lábios aos ouvidos.

Passamos a referir os principais preceitos de Hermes que compõem o Principio da Verdade.

- O Principio do Mentalismo:
- O Principio da Correspondência
- O Principio da Vibração
- O principio da Polaridade
- O Principio do Ritmo
- O Principio da Causa e Efeito
- O Principio do Género.

O PRINCIPIO DA CORRESPONDÊNCIA:

O que está em cima é como o que está em baixo, e o que está em baixo é como o que está em cima. Este é o Principio da Correspondência e nele fica estabelecido que no Microcosmo assim como no Macrocosmo, tudo segue o seu destino e o nosso corpo é apenas um reflexo das manifestações de uma única forma.

A reacções astrais são as mesmas de nosso tempo interior – mesmos átomos, mesmos movimentos.

Este principio contém a Verdade, que existe uma correspondência entre as leis e os fenómenos dos diversos planos da Existência e da Vida. Este Principio é de aplicação e manifestação universal nos diversos planos do Universo material, mental e espiritual: é uma Lei Universal.

O Principio de Correspondência habilita o Homem a raciocinar inteligentemente do Conhecido ao Desconhecido. Estudando a mônada, ele chega ao arcanjo.

Podemos também referir-nos ao Principio da Correspondência de uma outra perspectiva:

Hermes Trimegisto é o símbolo considerado fundador da Ciência Hermética, autor da Tábua de Esmeralda, composta de 13 ensinamentos e considerada a mais valiosa sabedoria, da qual todo o Hermetismo se baseia. Os dois primeiros ensinamentos são:

1 – Verdadeiro, sem mentira, certo e veríssimo
2 – O que é inferior é como o que é superior, e o que é superior é como o que é inferior, para realizar os milagres de uma coisa única.

O Primeiro ensinamento trata de afirmar que a Tábua de Esmeraldas é a Chave para o conhecimento: A Tábua das Esmeraldas.

O Segundo ensinamento, é conhecido como o principio da Correspondência, usado por cientistas, como Isaac Newton (Maçom e Rosa Cruz, nos seus arquivos foi encontrada uma tradução da Tábua de Esmeraldas) para definir suas Leis e, pela humanidade durante toda a sua história.

É impossível definir quando homem teve conhecimento desse principio. Achamos nas pedras da Pirâmides do Egipto proporções numéricas perfeitas, definidos milénios depois pelos filósofos gregos, como Pitágoras, que levam a medida di diâmetro da Terra, da distância da Terra até ao Sol, das medidas dos sete planetas da astrologia, e tudo isso ao mesmo tempo reflectindo nas proporções que achamos no corpo humano. Definir uma data a esse conhecimento foge a qualquer função histórica.

Achamos escrito no Oráculo de Delfos na antiga Grécia: “Conhece a si mesmo e conhecerá o segredo dos Deuses e do Universo”. É exactamente o mesmo que diz o Principio da Correspondência: “O que está em cima é como o que está em baixo, e o que esta em baixo é como o que está em cima”.

É o Homem feito por Deus (o Homem criado pela evolução do Universo) à sua imagem e semelhança. É o Homem como medida de todas as coisas, e o grande ensinamento do Hermetismo e do Ocultismo. Entender que todas as coisas estão dentro do homem e fora dele, ao mesmo tempo.

É por este principio que entenderemos a Magia, a Astrologia; a Mitologia, e como podemos ver, todos esses ensinamentos, hoje velados e separados da ciência ortodoxa, num único aprendizado: do corpo e da ente humana, o conhecimento de nós mesmos, eis a função das ciências ocultas. (Fonte: www.udjat.pt)