«A Inquisição é um grupo de instituições dentro do sistema jurídico da Igreja Católica Romana, cujo objetivo é combater a heresia. Começou no século XII na França para combater a propagação do sectarismo religioso, em particular, em relação aos cátaros e valdenses. Entre os outros grupos que foram investigadas mais tarde foram os fraticellis, os hussitas (seguidores de Jan Hus) e as beguinas. A partir da década de 1250, os inquisidores eram geralmente escolhidos entre os membros da Ordem Dominicana para substituir a prática anterior de utilizar o clero local como juízes. O termo Inquisição Medieval cobre os tribunais ao longo do século XIV.
No final da Idade Média e início do Renascimento, o conceito e o alcance da Inquisição foi significativamente ampliado em resposta à Reforma Protestante e a Contrarreforma Católica. O seu âmbito geográfico foi expandido para outros países europeus, resultando na Inquisição Espanhola e Portuguesa. Esses dois reinos em particular operavam tribunais inquisitoriais ao longo de seus respectivos impérios (o Espanhol e o Português) na América (resultando na Inquisição Peruana e Mexicana), Ásia e África. Um foco particular das inquisições espanhola e portuguesa era converter forçadamente judeus e muçulmanos ao catolicismo, em parte porque esses grupos minoritários eram mais numerosos na Espanha e em Portugal do que em muitas outras partes da Europa e em parte porque muitas vezes eles eram considerados suspeitos devido à suposição de que haviam secretamente voltado a praticar suas religiões anteriores.
Desde o século XIX, os historiadores têm gradualmente extraído estatísticas dos registros dos tribunais inquisidores, a partir do qual estimativas foram calculadas ajustando o número registrado de condenações pela taxa média de perda de documentos para cada período de tempo compilado. García Cárcel estima que o número total de pessoas julgadas por tribunais inquisitoriais ao longo da sua história foi de aproximadamente 150 mil, dos quais cerca de três mil foram assassinadas - cerca de dois por cento do número de pessoas que foram a julgamento. Gustav Henningsen e Jaime Contreras estudaram os registros da Inquisição Espanhola, que lista 44 674 casos, dos quais 826 resultaram em execuções e 778 em efígies (ou seja, quando um boneco de palha era queimado no lugar da pessoa). William Monter estima 1.000 execuções entre 1530-1630 e 250 entre 1630-1730. Jean-Pierre Dedieu estudou os registros de tribunal de Toledo, que colocou 12 mil pessoas em julgamento. Para o período anterior a 1530, Henry Kamen estimou que houve cerca de duas mil execuções em todos os tribunais da Espanha. Os tribunais eclesiásticos atuaram em Minas Gerais entre 1700 e 1820, onde aconteceram 989 denúncias nas comarcas do Rio da Mortes, do Rio das Velhas, do Serro do Frio e na de Vila Rica.
A instituição da Inquisição persistiu até o início do século XIX (exceto dentro dos Estados Pontifícios), após as guerras napoleônicas na Europa e depois das guerras hispano-americanas de independência na América. A instituição sobreviveu como parte da Cúria Romana, mas recebeu um novo nome em 1904, de "Suprema Sagrada Congregação do Santo Ofício". Em 1965, tornou-se a Congregação para a Doutrina da Fé.» (Fonte: Wikipédia)
sábado, 31 de março de 2018
A 31 de março de 1869 morreu Allan Kardec, pedagogo francês e codificador da Doutrina Espírita
«Hippolyte Léon Denizard Rivail (francês: [ʁivɑj]; Lyon, 3 de outubro de 1804 — Paris, 31 de março de 1869) foi um influente educador, autor e tradutor francês. Sob o pseudônimo de Allan Kardec (francês: [kaʁdɛk]), notabilizou-se como o codificador do Espiritismo (neologismo por ele criado), também denominado de Doutrina Espírita. Foi discípulo do reformador educacional Johann Heinrich Pestalozzi e um dos pioneiros na pesquisa científica sobre fenômenos paranormais (mais notoriamente a mediunidade), assuntos que antes costumavam ser considerados inadequados para uma investigação do tipo.
Adotou o seu pseudônimo para uma diferenciação da Codificação Espírita em relação aos seus anteriores trabalhos pedagógicos.» (Fonte: Wikipédia)
Adotou o seu pseudônimo para uma diferenciação da Codificação Espírita em relação aos seus anteriores trabalhos pedagógicos.» (Fonte: Wikipédia)
Em 31 de março de 1727 morreu Isaac Newton, matemático e físico britânico
«Isaac Newton (Woolsthorpe-by-Colsterworth, 4 de janeiro de 1643 — Kensington, 31 de março de 1727) foi um astrônomo, alquimista, filósofo natural, teólogo e cientista inglês, mais reconhecido como físico e matemático.
Sua obra, Princípios Matemáticos da Filosofia Natural é considerada uma das mais influentes na história da ciência. Publicada em 1687, esta obra descreve a lei da gravitação universal e as três leis de Newton, que fundamentaram a mecânica clássica. Ao demonstrar a consistência que havia entre o sistema por si idealizado e as leis de Kepler do movimento dos planetas, foi o primeiro a demonstrar que os movimentos de objetos, tanto na Terra como em outros corpos celestes, são governados pelo mesmo conjunto de leis naturais. O poder unificador e profético de suas leis era centrado na revolução científica, no avanço do heliocentrismo e na difundida noção de que a investigação racional pode revelar o funcionamento mais intrínseco da natureza.
Newton construiu o primeiro telescópio refletor operacional e desenvolveu a teoria das cores baseada na observação que um prisma decompõe a luz branca em várias cores do espectro visível. Ele também formulou uma lei empírica de resfriamento e estudou a velocidade do som. Além de seu trabalho em cálculo infinitesimal, como matemático Newton contribuiu para o estudo das séries de potências, generalizou o teorema binomial para expoentes não inteiros, e desenvolveu o método de
Newton para a aproximação das raízes de uma função, além de muitas outras contribuições importantes. Newton também dedicou muito de seu tempo ao estudo da alquimia e da cronologia bíblica, mas a maior parte de seu trabalho nessas áreas permaneceu não publicada até muito tempo depois de sua morte.
Em uma pesquisa promovida pela Royal Society, Newton foi considerado o cientista que causou maior impacto na história da ciência. De personalidade sóbria, fechada e solitária, para ele a função da ciência era descobrir leis universais e enunciá-las de forma precisa e racional.» (Fonte: Wikipédia)
Sua obra, Princípios Matemáticos da Filosofia Natural é considerada uma das mais influentes na história da ciência. Publicada em 1687, esta obra descreve a lei da gravitação universal e as três leis de Newton, que fundamentaram a mecânica clássica. Ao demonstrar a consistência que havia entre o sistema por si idealizado e as leis de Kepler do movimento dos planetas, foi o primeiro a demonstrar que os movimentos de objetos, tanto na Terra como em outros corpos celestes, são governados pelo mesmo conjunto de leis naturais. O poder unificador e profético de suas leis era centrado na revolução científica, no avanço do heliocentrismo e na difundida noção de que a investigação racional pode revelar o funcionamento mais intrínseco da natureza.
Newton construiu o primeiro telescópio refletor operacional e desenvolveu a teoria das cores baseada na observação que um prisma decompõe a luz branca em várias cores do espectro visível. Ele também formulou uma lei empírica de resfriamento e estudou a velocidade do som. Além de seu trabalho em cálculo infinitesimal, como matemático Newton contribuiu para o estudo das séries de potências, generalizou o teorema binomial para expoentes não inteiros, e desenvolveu o método de
Newton para a aproximação das raízes de uma função, além de muitas outras contribuições importantes. Newton também dedicou muito de seu tempo ao estudo da alquimia e da cronologia bíblica, mas a maior parte de seu trabalho nessas áreas permaneceu não publicada até muito tempo depois de sua morte.
Em uma pesquisa promovida pela Royal Society, Newton foi considerado o cientista que causou maior impacto na história da ciência. De personalidade sóbria, fechada e solitária, para ele a função da ciência era descobrir leis universais e enunciá-las de forma precisa e racional.» (Fonte: Wikipédia)
Em 31 de março de 1596 nasceu René Descartes, matemático e filósofo francês
«René Descartes (La Haye en Touraine, 31 de março de 1596 – Estocolmo, 11 de fevereiro de 1650 foi um filósofo, físico e matemático francês. Durante a Idade Moderna, também era conhecido por seu nome latino Renatus Cartesius.
Notabilizou-se sobretudo por seu trabalho revolucionário na filosofia e na ciência, mas também obteve reconhecimento matemático por sugerir a fusão da álgebra com a geometria - fato que gerou a geometria analítica e o sistema de coordenadas que hoje leva o seu nome. Por fim, foi também uma das figuras-chave na Revolução Científica.
Descartes, por vezes chamado de "o fundador da filosofia moderna" e o "pai da matemática moderna", é considerado um dos pensadores mais importantes e influentes da História do Pensamento Ocidental. Inspirou contemporâneos e várias gerações de filósofos posteriores; boa parte da filosofia escrita a partir de então foi uma reação às suas obras ou a autores supostamente influenciados por ele.
Muitos especialistas afirmam que, a partir de Descartes, inaugurou-se o racionalismo da Idade Moderna. Décadas mais tarde, surgiria nas Ilhas Britânicas um movimento filosófico que, de certa forma, seria o seu oposto - o empirismo, com John Locke e David Hume.» (Fonte: Wikipédia)
Notabilizou-se sobretudo por seu trabalho revolucionário na filosofia e na ciência, mas também obteve reconhecimento matemático por sugerir a fusão da álgebra com a geometria - fato que gerou a geometria analítica e o sistema de coordenadas que hoje leva o seu nome. Por fim, foi também uma das figuras-chave na Revolução Científica.
Descartes, por vezes chamado de "o fundador da filosofia moderna" e o "pai da matemática moderna", é considerado um dos pensadores mais importantes e influentes da História do Pensamento Ocidental. Inspirou contemporâneos e várias gerações de filósofos posteriores; boa parte da filosofia escrita a partir de então foi uma reação às suas obras ou a autores supostamente influenciados por ele.
Muitos especialistas afirmam que, a partir de Descartes, inaugurou-se o racionalismo da Idade Moderna. Décadas mais tarde, surgiria nas Ilhas Britânicas um movimento filosófico que, de certa forma, seria o seu oposto - o empirismo, com John Locke e David Hume.» (Fonte: Wikipédia)
O templo turco mais antigo do mundo está a ser apresentado na China
«Gobekli Tepe, o templo mais antigo do mundo, é 7 mil anos mais antigo que a primeira pirâmide do Egito.
As autoridades turcas construíram um teto sobre Gobekli Tepe, que faz parte da lista de Património Mundial da UNESCO.
Gobekli Tepe é o templo mais antigo do mundo e está situado no sudeste da Turquia. A Embaixada da Turquia em Pequim apresentou-o ao público chinês e falou sobre a sua importância.
Gobekli Tepe foi construído 6 500 anos antes da Idade da Pedra e é 7 mil anos mais antigo que a primeira pirâmide do Egito. Vários dos artefactos históricos encontrados no local têm mais de 12 mil anos.
O Prof. Mehmet Ozdogan, um arqueólogo da Universidade de Istambul, disse que não se sabe qual o idioma falado pela civilização que fundou o local, mas garantiu que estão a ser feitos estudos de ADN aos restos humanos encontrados em Gobekli Tepe.
“Não é possível dizer que foram encontradas amostras de ADN bem preservadas, nem podemos dizer com exatidão a quem pertenceu este templo” – afirmou Ozdogan.» (Fonte: TRT Português)
As autoridades turcas construíram um teto sobre Gobekli Tepe, que faz parte da lista de Património Mundial da UNESCO.
Gobekli Tepe é o templo mais antigo do mundo e está situado no sudeste da Turquia. A Embaixada da Turquia em Pequim apresentou-o ao público chinês e falou sobre a sua importância.
Gobekli Tepe foi construído 6 500 anos antes da Idade da Pedra e é 7 mil anos mais antigo que a primeira pirâmide do Egito. Vários dos artefactos históricos encontrados no local têm mais de 12 mil anos.
O Prof. Mehmet Ozdogan, um arqueólogo da Universidade de Istambul, disse que não se sabe qual o idioma falado pela civilização que fundou o local, mas garantiu que estão a ser feitos estudos de ADN aos restos humanos encontrados em Gobekli Tepe.
“Não é possível dizer que foram encontradas amostras de ADN bem preservadas, nem podemos dizer com exatidão a quem pertenceu este templo” – afirmou Ozdogan.» (Fonte: TRT Português)
sexta-feira, 30 de março de 2018
Hermes Trimegisto - O princípio do Mentalismo
O Universo é mental, ele está dentro da mente do Todo.
Para Platão o mundo manifestado existe, para Hermes Trimegisto, o mundo manifestado não existe, ele não passa de um palco montado para que todos nós vivamos uma experiência que nos ajudará a crescer, se assim for a nossa opção. Muito à imagem da Década Pitagórica, como sabemos, para os pitagóricos cada algarismo também representa um momento na vida do Homem, onde tudo sai do vazio e avança para o um, dois, três … até regressar novamente ao um e ao zero.
Assim, a única realidade é mesmo o uno, o ponto onde tudo começa e regressa.
Imaginemos um ponto de luz na escuridão, quando ele se move a grande velocidade cria a ilusão de inúmeras formas, no entanto e na realidade, não passa de um ponto de luz.
Podemos agora compreender melhor que, para os hermetistas, todo o universo está dentro da mente do Todo, são ilusões criadas para que os seres vivam uma experiência.
Assim, o Universo seria uma oportunidade para que todos os seres que estão em evolução vivam experiências e se desenvolvam, mas tudo não passa de um palco mental, para os indianos é a Mahat a grande mente cósmica, diziam eles que tudo o que tem de ser criado no Universo, foi previamente criado, como ideia, na mente cósmica no início dos tempos.
No entanto, é importante termos em atenção que o Universo é diferente do Todo, tem partes e é mutável, então como surgiu o Universo do Todo? Se este é indivisível, não se pode fragmentar ou criar algo fora de si (se é o Todo, não pode existir outra parte, pois, caso contrário, então deixaria de ser o Todo).
Ora, para Hermes, o Todo cria mentalmente, sendo que o Universo existe dentro da mente do Todo, como Shakespeare e Romeu. Shakespeare pode dizer que também é Romeu, mas já este não pode dizer que é Shakespeare, é apenas uma parte de Shakespeare, uma criação mental deste que é muito mais do que essa criação. Agora, essa criação não é de somenos importância, pois com certeza que obrigou o seu criador a evoluir, a fazer inúmeras reflexões, a aprender e crescer.
A mente infinita do Todo é a matriz dos Universos.
A morte não é real, iremos, no Universo, subindo degraus até que o Todo recolha em si todas as suas criações, é o pulsar do coração do Cosmos. Helena Blavatsky diz que a eternidade é a idade do éter, um elemento muito subtil que está acima dos elementos materiais, a eternidade tem um fim, também acaba, mas como é tão longínquo ela tende para o infinito e parece não ter fim. Quando atinge o seu fim, todas as coisas são reabsorvidas no Todo, levando o grau de consciência que conseguiram atingir e voltamos ao início, como um coração que absorve e expele o sangue.
Antes da construção de um qualquer Templo, o primeiro passo que foi dado foi mental, ele foi idealizado em primeiro lugar na mente dos seus construtores, tal como um marceneiro que constrói uma mesa. Onde fica o Oriente, quantas mesas, qual a sua forma e dimensões, quantas cadeiras, qual a sua decoração, cores, materiais, símbolos, etc. mais uma vez, tudo isto foi inicialmente “criado” na nossa mente, e só depois se traduziu materialmente no que vemos após a sua construção.
A mente percebe o universo como transitório, o corpo percebe o universo como real, temos a aprender de ambos, porque ambos estão corretos. (Fonte: www.udjat.pt)
Para Platão o mundo manifestado existe, para Hermes Trimegisto, o mundo manifestado não existe, ele não passa de um palco montado para que todos nós vivamos uma experiência que nos ajudará a crescer, se assim for a nossa opção. Muito à imagem da Década Pitagórica, como sabemos, para os pitagóricos cada algarismo também representa um momento na vida do Homem, onde tudo sai do vazio e avança para o um, dois, três … até regressar novamente ao um e ao zero.
Assim, a única realidade é mesmo o uno, o ponto onde tudo começa e regressa.
Imaginemos um ponto de luz na escuridão, quando ele se move a grande velocidade cria a ilusão de inúmeras formas, no entanto e na realidade, não passa de um ponto de luz.
Podemos agora compreender melhor que, para os hermetistas, todo o universo está dentro da mente do Todo, são ilusões criadas para que os seres vivam uma experiência.
Assim, o Universo seria uma oportunidade para que todos os seres que estão em evolução vivam experiências e se desenvolvam, mas tudo não passa de um palco mental, para os indianos é a Mahat a grande mente cósmica, diziam eles que tudo o que tem de ser criado no Universo, foi previamente criado, como ideia, na mente cósmica no início dos tempos.
No entanto, é importante termos em atenção que o Universo é diferente do Todo, tem partes e é mutável, então como surgiu o Universo do Todo? Se este é indivisível, não se pode fragmentar ou criar algo fora de si (se é o Todo, não pode existir outra parte, pois, caso contrário, então deixaria de ser o Todo).
Ora, para Hermes, o Todo cria mentalmente, sendo que o Universo existe dentro da mente do Todo, como Shakespeare e Romeu. Shakespeare pode dizer que também é Romeu, mas já este não pode dizer que é Shakespeare, é apenas uma parte de Shakespeare, uma criação mental deste que é muito mais do que essa criação. Agora, essa criação não é de somenos importância, pois com certeza que obrigou o seu criador a evoluir, a fazer inúmeras reflexões, a aprender e crescer.
A mente infinita do Todo é a matriz dos Universos.
A morte não é real, iremos, no Universo, subindo degraus até que o Todo recolha em si todas as suas criações, é o pulsar do coração do Cosmos. Helena Blavatsky diz que a eternidade é a idade do éter, um elemento muito subtil que está acima dos elementos materiais, a eternidade tem um fim, também acaba, mas como é tão longínquo ela tende para o infinito e parece não ter fim. Quando atinge o seu fim, todas as coisas são reabsorvidas no Todo, levando o grau de consciência que conseguiram atingir e voltamos ao início, como um coração que absorve e expele o sangue.
Antes da construção de um qualquer Templo, o primeiro passo que foi dado foi mental, ele foi idealizado em primeiro lugar na mente dos seus construtores, tal como um marceneiro que constrói uma mesa. Onde fica o Oriente, quantas mesas, qual a sua forma e dimensões, quantas cadeiras, qual a sua decoração, cores, materiais, símbolos, etc. mais uma vez, tudo isto foi inicialmente “criado” na nossa mente, e só depois se traduziu materialmente no que vemos após a sua construção.
A mente percebe o universo como transitório, o corpo percebe o universo como real, temos a aprender de ambos, porque ambos estão corretos. (Fonte: www.udjat.pt)
Hermes Trimegisto - O Todo
Hermes Trimegisto tinha uma prudência muito grande no que refere à atribuição de nomes a Deus, segundo ele, se Deus é o Todo qualquer nome que lhe seja dado vai inevitavelmente limitá-lo. Ora, por definição, o Todo não pode ser limitado, pois deixaria de ser absoluto e o Todo é absoluto.
Assim, para Hermes, o nome de o Todo representa todos os diversos deuses conhecidos e desconhecidos, é uma opção feliz que procura incluir e abranger tudo e não limitar nada. Nós fazemos isso mesmo, com a utilização do G.’.A.’.T.’.M.’..
Seja qual for a nossa opção, ela está contemplada no Todo (é o Uno, por acepção), é uma visão unificadora que nos permite resolver também muitos dos problemas que advêm da diversidade daquilo em que acreditamos. Se eu negar aquilo em que os outros acreditam, então eu estou a negar também aquilo em que eu acredito.
Não há partes de um Todo, o Todo é Uno. Para os Hermetistas, trata-se de facto de um bom nome, porque ele resolve e luta contra os “fantasmas” que perseguem os seres humanos ao longo da história, que se traduzem, tão simplesmente, na projecção do seu egoísmo nas coisas em que acreditam.
Noção de realidade, na antiguidade a realidade era aquilo que perdurava no tempo, o espírito era real, já a matéria era apenas uma representação, um “teatro”, que existia e deixava de existir, logo não era real. Esta noção de realidade, actualmente, é totalmente ao contrário, o real passou a ser a matéria, o espírito passou a ser irreal. Como não temos a possibilidade de fotografar o espírito, para nós, ele não existe, só o que é “palpável” existe na actualidade. Abandona-mos a valorização daquilo que perdura no tempo, aquilo que é imutável, o que é transversal e sempre aplicável a tudo o que existe, as chamadas leis universais.
O Todo é uma infinita “mente vivente”, que os sábios chamam de “espírito”.
Espirito, alma e corpo, conceito indiano (exemplo do Sutratma), imaginem um colar de pérolas, em que cada uma é um ser vivo, atentem a uma dessas pérolas, ela está lá colocada no colar para brilhar, para ser a mais brilhante de todas, mas a dada altura ela sente a necessidade de encontrar a sua essência, algo mais duradouro e profundo, como ela só está habituada a ver o seu brilho (ou seja, a sua parte material), quando ela olha para dentro ela encontra um vazio, ela não consegue encontrar a sua natureza, o seu fio. Mas, de tanto tentar, ela vai acabar por ter uma pequena visão, ela vai começar a ver um pequeno fio que passa por dentro dela e vai dizer “… eu encontrei a minha essência, eu sinto-me completa”. A dada altura, ele vai olhar para o seu lado e vai pensar como gastaria que também as outras pérolas encontrassem a sua essência, por fim, com o decorrer do tempo, a nossa pérola vai perceber que o tal fio é o mesmo que passa por dentro de todas as pérolas, é apenas um e é sempre o mesmo.
MM.’.QQ.’.II.’., entendam isto, a pérola é o Corpo, a pequena parte de fio que passa por dentro dela, que a anima, é a Alma e o fio como um todo, o Espírito. Espiritualmente não seremos muitos, apenas um só, crescer espiritualmente é aproximarmo-nos da unidade (realidade). Se crescemos espiritualmente já não vemos apenas uma pequena parte do fio, mas sim o fio pela sua totalidade, que nos une a todos os seres e que é um apenas.
Por isso, para os Hermetistas faz todo o sentido que a noção de Deus, seja ele qual for, tenha como sinonimo o Todo, sendo importante perceber que crescer espiritualmente nunca será perceber uma pequena parte do fio, mas sim, o fio como um todo.
É neste “espírito”, e enquadramento, em que as Leis Universais de Hermes Trimegisto deverão ser lidas e interpretadas.
O Todo está em tudo, o criador está na manifestação e esta não esgota o criador. Enquanto tudo está no Todo, é também verdade que o Todo está em tudo. Aquele que compreende realmente esta verdade alcançou o grande conhecimento.
Se reparamos na obra de Shakespeare, ela é um aspecto dele, mas não o esgota. Otelo, Romeu, Hamlet, Macbeth, etc., todos são aspectos de Shakespeare, não poderia ser de outra forma uma vez que todos saíram de “dentro” dele. Mas, os mesmos, não são Shakespeare, nem a sua soma é Shakespeare, esta fica sempre aquém, ele é mais que a soma de todas as suas personagens.
Cada ser é um aspecto do divino, fazendo alusão à lenda de Osíris, cada ser que se perca será como uma parte do corpo deste que não é encontrada. (Fonte: www.udjat.pt)
Assim, para Hermes, o nome de o Todo representa todos os diversos deuses conhecidos e desconhecidos, é uma opção feliz que procura incluir e abranger tudo e não limitar nada. Nós fazemos isso mesmo, com a utilização do G.’.A.’.T.’.M.’..
Seja qual for a nossa opção, ela está contemplada no Todo (é o Uno, por acepção), é uma visão unificadora que nos permite resolver também muitos dos problemas que advêm da diversidade daquilo em que acreditamos. Se eu negar aquilo em que os outros acreditam, então eu estou a negar também aquilo em que eu acredito.
Não há partes de um Todo, o Todo é Uno. Para os Hermetistas, trata-se de facto de um bom nome, porque ele resolve e luta contra os “fantasmas” que perseguem os seres humanos ao longo da história, que se traduzem, tão simplesmente, na projecção do seu egoísmo nas coisas em que acreditam.
Noção de realidade, na antiguidade a realidade era aquilo que perdurava no tempo, o espírito era real, já a matéria era apenas uma representação, um “teatro”, que existia e deixava de existir, logo não era real. Esta noção de realidade, actualmente, é totalmente ao contrário, o real passou a ser a matéria, o espírito passou a ser irreal. Como não temos a possibilidade de fotografar o espírito, para nós, ele não existe, só o que é “palpável” existe na actualidade. Abandona-mos a valorização daquilo que perdura no tempo, aquilo que é imutável, o que é transversal e sempre aplicável a tudo o que existe, as chamadas leis universais.
O Todo é uma infinita “mente vivente”, que os sábios chamam de “espírito”.
Espirito, alma e corpo, conceito indiano (exemplo do Sutratma), imaginem um colar de pérolas, em que cada uma é um ser vivo, atentem a uma dessas pérolas, ela está lá colocada no colar para brilhar, para ser a mais brilhante de todas, mas a dada altura ela sente a necessidade de encontrar a sua essência, algo mais duradouro e profundo, como ela só está habituada a ver o seu brilho (ou seja, a sua parte material), quando ela olha para dentro ela encontra um vazio, ela não consegue encontrar a sua natureza, o seu fio. Mas, de tanto tentar, ela vai acabar por ter uma pequena visão, ela vai começar a ver um pequeno fio que passa por dentro dela e vai dizer “… eu encontrei a minha essência, eu sinto-me completa”. A dada altura, ele vai olhar para o seu lado e vai pensar como gastaria que também as outras pérolas encontrassem a sua essência, por fim, com o decorrer do tempo, a nossa pérola vai perceber que o tal fio é o mesmo que passa por dentro de todas as pérolas, é apenas um e é sempre o mesmo.
MM.’.QQ.’.II.’., entendam isto, a pérola é o Corpo, a pequena parte de fio que passa por dentro dela, que a anima, é a Alma e o fio como um todo, o Espírito. Espiritualmente não seremos muitos, apenas um só, crescer espiritualmente é aproximarmo-nos da unidade (realidade). Se crescemos espiritualmente já não vemos apenas uma pequena parte do fio, mas sim o fio pela sua totalidade, que nos une a todos os seres e que é um apenas.
Por isso, para os Hermetistas faz todo o sentido que a noção de Deus, seja ele qual for, tenha como sinonimo o Todo, sendo importante perceber que crescer espiritualmente nunca será perceber uma pequena parte do fio, mas sim, o fio como um todo.
É neste “espírito”, e enquadramento, em que as Leis Universais de Hermes Trimegisto deverão ser lidas e interpretadas.
O Todo está em tudo, o criador está na manifestação e esta não esgota o criador. Enquanto tudo está no Todo, é também verdade que o Todo está em tudo. Aquele que compreende realmente esta verdade alcançou o grande conhecimento.
Se reparamos na obra de Shakespeare, ela é um aspecto dele, mas não o esgota. Otelo, Romeu, Hamlet, Macbeth, etc., todos são aspectos de Shakespeare, não poderia ser de outra forma uma vez que todos saíram de “dentro” dele. Mas, os mesmos, não são Shakespeare, nem a sua soma é Shakespeare, esta fica sempre aquém, ele é mais que a soma de todas as suas personagens.
Cada ser é um aspecto do divino, fazendo alusão à lenda de Osíris, cada ser que se perca será como uma parte do corpo deste que não é encontrada. (Fonte: www.udjat.pt)
quinta-feira, 29 de março de 2018
Caixão de 2.500 anos pode dar pistas sobre Antigo Egito
«Académicos retiraram a tampa do caixão e encontraram restos de uma múmia.
Sydney – Académicos australianos podem ajudar a desvendar mistérios a respeito do Antigo Egito depois de descobrirem que um caixão de 2.500 anos antes considerado vazio pode conter os restos de uma múmia.
A Universidade de Sydney adquiriu o caixão 150 anos atrás, e uma série de académicos o classificou incorretamente como vazio.
O erro só foi descoberto por acaso no final do ano passado, quando académicos mais jovens retiraram a tampa do caixão e encontraram os restos esfarrapados de uma múmia.
A descoberta oferece aos cientistas uma oportunidade quase única de testar o cadáver.
“Podemos começar a fazer algumas perguntas íntimas que estes ossos despertarão sobre patologia, dieta, doenças, sobre o estilo de vida desta pessoa – como viveu e morreu”, disse Jamie Fraser, curador sénior do Museu Nicholson da Universidade de Sydney.
Múmias inteiras geralmente são mantidas intactas, o que limita seus benefícios científicos. Uma recompensa adicional é a possibilidade de os restos serem de uma mulher distinta de uma época pouco conhecida, afirmou Fraser.
Hieróglifos mostram que a ocupante original do caixão era uma mulher chamada Mer-Neith-it-es, que acadêmicos acreditam ter sido uma alta sacerdotisa no ano 600 a.C., a última época em que o Egito foi governado por egípcios nativos.
“Sabemos pelos hieróglifos que Mer-Neith-it-es trabalhou no templo de Sekhmet, a deusa com cabeça de leoa”, contou Fraser.
“Existem algumas pistas em hieróglifos, na maneira como a mumificação foi feita e no estilo do caixão que nos dizem como este templo de Sekhmet pode ter funcionado”.» (Fonte: Exame)
Sydney – Académicos australianos podem ajudar a desvendar mistérios a respeito do Antigo Egito depois de descobrirem que um caixão de 2.500 anos antes considerado vazio pode conter os restos de uma múmia.
A Universidade de Sydney adquiriu o caixão 150 anos atrás, e uma série de académicos o classificou incorretamente como vazio.
O erro só foi descoberto por acaso no final do ano passado, quando académicos mais jovens retiraram a tampa do caixão e encontraram os restos esfarrapados de uma múmia.
A descoberta oferece aos cientistas uma oportunidade quase única de testar o cadáver.
“Podemos começar a fazer algumas perguntas íntimas que estes ossos despertarão sobre patologia, dieta, doenças, sobre o estilo de vida desta pessoa – como viveu e morreu”, disse Jamie Fraser, curador sénior do Museu Nicholson da Universidade de Sydney.
Múmias inteiras geralmente são mantidas intactas, o que limita seus benefícios científicos. Uma recompensa adicional é a possibilidade de os restos serem de uma mulher distinta de uma época pouco conhecida, afirmou Fraser.
Hieróglifos mostram que a ocupante original do caixão era uma mulher chamada Mer-Neith-it-es, que acadêmicos acreditam ter sido uma alta sacerdotisa no ano 600 a.C., a última época em que o Egito foi governado por egípcios nativos.
“Sabemos pelos hieróglifos que Mer-Neith-it-es trabalhou no templo de Sekhmet, a deusa com cabeça de leoa”, contou Fraser.
“Existem algumas pistas em hieróglifos, na maneira como a mumificação foi feita e no estilo do caixão que nos dizem como este templo de Sekhmet pode ter funcionado”.» (Fonte: Exame)
Fotos: Colin Packham/Reuters
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